Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/10/2020

A série americana Grey’s Anatomy, aborda em um episódio a gravidez precoce da personagem Betty Nelson, quando essa, engravida ainda adolescente. A linha narrativa de Betty demonstra a realidade e as dificuldades de carregar um bebê na adolescência. Não muito distante da nossa realidade, a gravidez precoce faz-se presente entre muitas jovens no Brasil, logo uma atitude deve ser tomada, para que a situação não piore.

Em primeiro plano, vale ressaltar que além da gestação colocar em risco a vida da jovem e da criança, também faz com que a mãe perca momentos importantes da vida, já que a adolescência é o momento de investir em projetos pessoais e profissionais, sendo uma fase de amadurecimento emocional. Segundo um estudo feito pelo OEI (a Organização dos Estados Ibero Americanos), juntamente com a OMS e a Faculdade Latino-Americana de Ciências (Flacso), Mostrou que 18,1% das meninas que engravidam precocemente saíram da escola, fato que afeta também a economia já que essas, na maioria dos casos não geram renda, prejudicando o potencial do PIB em cerca de 7,7 bilhões.

Em segundo plano, é válido lembrar efeitos negativos na sua qualidade de vida como: baixa autoestima, dificuldade escola, abuso de álcool e drogas e a comunicação familiar escassa, o que acaba abalando o psicólogo dessas jovens que são movidos pelo calor do momento, sem pensar nas consequências para sua vida ainda em formação. Em contrapartida, o levantamento do IBGE mostra que a gravides entre os 15 e 19 anos caiu no Brasil de 20,4% do total, em 2002, para 17,7% em 2012. Atualmente, a região sudeste detém o menor índice, e a região norte o maior percentual de gravidez nessa faixa etária.

Nessa perspectiva, a gravidez precoce traz malefícios, faz-se necessária a intervenção do governo para minimizar o problema. O Governo deve criar uma lei que vise a prevenção da gravidez precoce, instruindo as jovens, no ambiente escolar, já que é lá que eles têm o primeiro contato em relação à sexualidade e suas prevenções. Juntamente com o governo, a presença dos pais é indispensável, para que as mães não abandonem seus estudos e conscientizando os demais aos diversos tipos de prevenção a uma gravidez não desejada.