Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/10/2020
No Brasil, em 2015, foram cerca de 574 mil crianças nascidas vivas de mães entre 10 e 19 anos. Em todo o mundo, uma em cada cinco mulheres será mãe antes de terminar a adolescência. Os dados são do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde, divulgado em 2017.A gravidez precoce tem consequências sérias para a vida das jovens e para o país. Segundo especialistas, além de riscos para a mãe e o bebê, a gestação precoce leva as jovens a enfrentarem conflitos psicológicos e familiares, abandonarem os estudos e terem maior dificuldade para se encaixar no mercado de trabalho, por isso é necessária uma assistência maior, do governo em criar projetos de conscientização não só para mulheres, mas para adolescentes em geral.
Apesar do que muitos pensam, os adolescentes dos dias atuais possuem, sim, conhecimento sobre a existência de métodos contraceptivos, uma vez que informações são fornecidas nas escolas, televisão e até mesmo pela internet. Entretanto, a maioria não sabe prevenir-se de forma adequada, não compreendendo o funcionamento de cada método, utilizando-o de maneira errônea ou, simplesmente, abandonando seu uso por questões pessoais, como: objeção do parceiro, ou se relacionarem apenas com uma pessoa e acharem que está tudo bem não utilizar.
Em segundo plano, temos um enorme problema, na comunicação errônea sobre gravidez na adolescência, o que devia ser exposto para ambas as partes, é falado apenas para meninas se cuidarem e esquecendo que um homem consegue engravidar muitas mulheres por ano e uma mulher so consegue ter uma gestação por ano. Mas voltamos novamente, ao patriarcado inserido e enraizado em nossa sociedade e muitas vezes sem querer.
Diante disso, o melhor caminho é a prevenção, a orientação, falar sobre sexualidade, fomentar que a menina e o menino esperem o momento oportuno para estabelecer relações parentais e ter a responsabilidade de criar uma criança. A maneira correta de se conscientizar sobre a gravidez precoce, não é banindo o sexo, e sim dialogando livremente dentro do âmbito familiar e escolar. Instrumentalizar e sensibilizar os profissionais para que tenham esse manejo de forma mais tranquila, tratando essas questões sem julgamentos e sem preconceitos, assim gerando mais palestras, em escolas publicas e privadas, ou ate mesmo uma matéria só de educação sexual, o que cada vez vemos a precariedade de jovens adultos sobre esse assunto.