Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/10/2020
O Brasil apresenta alto índice de gravidez na adolescência. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a média nacional ultrapassa a média mundial. A gravidez precoce pode interferir na saúde da criança, e da mãe, causando danos físicos e mentais, além de comprometer o futuro da gestante, tendo em vista que muitas delas abandonam a escola.
Dados estatísticos mostram que a gravidez na adolescência ocorre mais entre meninas de baixa renda, o que torna esse fato um problema social. Devido à falta de orientação sexual nas escolas e em casa, muitas adolescentes não têm informações suficientes para se cuidar. É importante salientar que a educação sexual proporciona diversos benefícios para os indivíduos, como cuidar do próprio corpo, evitar transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e prevenir, é claro, uma gravidez indesejada.
Muitas vezes, as meninas são tão jovens que o corpo delas não tem maturidade para passar por uma gravidez, o que pode deixar sequelas físicas e até levá-las à morte. Essa situação faz com que o fator emocional fique abalado diante da responsabilidade inesperada de assumir uma criança. Como consequência, uma das primeiras medidas que elas tomam é abandonar os estudos, o que acaba prejudicando-lhes o futuro.
Sendo assim, é importante que o governo promova campanhas educacionais, no ambiente escolar e no ambiente familiar, como iniciativa para amenizar essa questão. Quanto mais informação uma pessoa tiver, melhor ela pode se cuidar e mais preparada ela pode estar para tomar as decisões corretas diante das situações que envolvam sexualidade.