Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/10/2020

Ter filhos é o desejo de muitas pessoas, inclusive na adolescência. No entanto, a gravidez nesse período da vida pode transformar um momento importante em crise e também oferecer riscos às adolescentes, aos recém-nascidos, e às famílias.

A adolescência é um período da vida rico em manifestações emocionais, caracterizadas por ambiguidade de papéis, mudança de valores e dificuldades face à procura de independência pela vida.

Além disso, questões emocionais, psicossociais e contextuais também contribuem para a falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde, incluindo o uso inadequado de contraceptivos como métodos de barreira e preservativos.

Outras situações que fazem parte desse quadro são: a falta de um projeto de vida e expectativas de futuro, educação, pobreza, famílias disfuncionais, além de situações de abandono, abuso/violência e a falta de proteção efetiva às crianças e aos adolescentes.

A gravidez na adolescência é muitas vezes encarada de forma negativa do ponto de vista emocional e financeiro das adolescentes e suas famílias, alterando drasticamente suas rotinas.

Por isso, quando uma adolescente engravida, não é apenas a sua vida que sofre mudanças. O pai, assim como as famílias de ambos também passam pelo difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada.

O Brasil apresenta elevados índices de adolescentes grávidas. Porém, o Ministério da Saúde indica que houve uma redução de 17% no número de mães entre 10 e 19 anos, no período de 2004 a 2015.

Por esse motivo é importante o uso de preservativos, ajuda psicologica e familiar e a educação sexual adequada.