Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/12/2020

De acordo com o DATASUS (Departamento de Informação do Sistema Único de Saúde), 20% das crianças que nascem no Brasil tem mães adolescentes. Apesar das medidas já adotadas para redução dessa estatística, como campanhas publicitárias sobre o uso da camisinha e programas de auxílio a meninas gestantes em UBS (Unidade Básica de Saúde), o desafio persiste. Pois, sem o apoio governamental da educação no ensino, a agravidez precoce e as ações de combate apenas tangenciaram o epicentro desse problema - a falta da educação.

Primeramente, entre os principais impactos da gravidez na adolescência, para a gestante, é a possibilidade de interrupção dos estudos e a dificuldade de se inserir no mercado de trabalho. Estima-se que 60% dessas jovens nem estudam e nem trabalham, segundo dados da IPEA ( Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada). Tais dados apontam para a perpetuação do ciclo da pobre, pois sem a edução e o trabalho, a possibilidade de crescimento social dessas mães e filhos é baixa. Como defende o educador brasileiro Paulo Freire: a educação é a garantia de ascensão sociocultural do indivíduo.

Além disso, observa-se que muitas meninas, após daram a luz, engravidam novamente inclusive de outros parceiros. No documentário “Gravidez na adolescência” (profissão repórter) essa recorrente realizada é apresentada: moças muito jovens, com mais de um filho pequeno. Nessa perspectiva, compreende-se que, embora essas mães recebam apoio nas UBS e muitas tem a possibilidade de levar seus bebês para a sala de aula, para evitar a evasão escolar, outras estratégias devem ser implementadas. Como por exemplo, o esclarecimento dessas adolescentes quanto ao próprio corpo, pois ainda que sejam feitas campanhas na mídia pelo uso da camisinha, a conscientização do público femino, quanto ao importância do uso do preservativo, é indispensável.

Portanto, com o objetivo de potencializar as atuais medidas de controle de gravidez precoce, é dever do Ministério da Educação invertir mais no sistema de ensino. Isso pode ser realizado por meio da implementação de atividades escolares ocupativas, em tempo integral, como: torneios de games,  oficinas de teatro, música, artes e palestras de conscientização sobre a autonomia da mulher sobre o corpo e os impactos da gestão não planejada. Assim, será possível promover um maior engajamento escolar, em especial com as meninas, e imbuí-las da capacidade de negar o sexo desprotegido com vista ao futuro profissional que elas desejam.