Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/10/2020
Abandono dos estudos. Perda de oportunidades. Ciclo da pobreza. Diversos são os impactos sociais causados pelas gravidezes abaixo dos 18 anos. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil tem 68,4 bebês nascidos de mães adolescentes a cada mil meninas de 15 a 19 anos. Visto estas informações, é de suma importância a conscientização de jovens acerca de questões sexuais.
Na série “Sex Education”, a qual apresenta abertamente temas relacionados a relações sexuais e homoafetivas, mostra como os jovens lidam frente às mudanças hormonais e como a falta de aconselhamento sexual os afetam. Assim como no seriado, o mesmo problema permeia na sociedade brasileira, uma vez que os adolescentes – por falta de experiência – acabam cometendo erros gravíssimos, a exemplo, a gravidez precoce. A qual coloca a futura geração em risco, visto o surgimento de novas responsabilidades com a “chegada de um bebe”.
Além disso, estudos da Fundação Abrinq, mostram que quase 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental. Isso mostra o impacto social causado pela gestação prematura, influenciando, principalmente, no ciclo da pobreza, uma vez que a educação e o desenvolvimento pessoal, geralmente, são colocados em segundo plano por estes jovens; o que acarreta na perda de futuras oportunidades. Por isso, sem intervenções externas, por parte da família, das escolas ou dos órgãos públicos, esta situação perpetuará.
Portanto, para que a conscientização da população jovem seja concretizada, faz-se necessário que as escolas em uma ação conjunta com o Ministério da Saúde, por meio de palestras, cartilhas e aulas de educação sexual, disseminem mais informações aos jovens, acerca das relações sexuais, e como elas podem interferir em seus futuros. Para que assim os jovens não sofram com a desinformação, como visto em “Sex Education”.