Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/10/2020
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988,prevê a todo cidadão direito à saúde e educação de qualidade. No Brasil, entretanto, a gravidez precoce na adolescência é um problema alarmante que deve ser enfrentado de forma mais organizada em nossa sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as causas, consequências, e principal medida para esse fenômeno.
Inicialmente, podemos destacar como fatores que contribuem para a persistência de gestações imaturas o sistema educacional e consequentemente a desestruturação da família. De acordo com a OMS, o Brasil têm gravidez na adolescência acima da média latino-americana. Segundo pesquisas divulgadas pela Organização da Saúde,400 mil jovens entre 15 e 19 anos engravidam por ano no país. Embora a juventude da atualidade tenham mais acesso as informações, é evidente que a falta de conscientização por gerações passadas continuam perpetuando no presente ,confirmando como um problema estrutural social.
Além disso, a ausência de educação sexual nas escolas em pleno século XXI é mais um entrave para tentativas de melhorias das estatísticas negativas. A importância de trabalhar e desmistificar ideias preconceituosas sobre sexo é um passo essencial para que mulheres recebam instruções e estejam menos vulneráveis à gravidez precoce. É necessário que no âmbito familiar a prática do diálogo e a transparência sempre estejam presentes ,para melhor alcance de conhecimentos nessa fase da puberdade.
Portanto, é preciso ter em mente que para reduzir os números desse problema social a mudança precisa iniciar na base. De início, o Ministério da Comunicação em parceria com a mídia deve criar programas em TV aberta para conscientizar a população. Ademais,o Ministério da Educação em conjunto com os estabelecimentos de ensino deve,por meio de aulas e projetos ,incentivar o uso de contraceptivos e um melhor entendimento do ciclo menstrual,a fim da prevenção da gestação não planejada.