Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/10/2020
De acordo com o sociólogo Durkeim, a sociedade funciona como um ‘‘corpo vivo’’ a qual, para ser igualitária e coesa, depende dos órgãos que o compõem.Sendo assim, nota-se uma falha nesse funcionamento, pois à gravidez precoce compromete o equilíbrio do corpo social por inteiro.Isso se dá não só pela falha das instituições de ensino, mas também pela estratificação sócio-espacial do Brasil.
Apriori, percebe-se que a insuficiência educacional se relaciona intrinsecamente com uma das causas da gravidez precoce.Segundo o filosofo Kant ‘‘O ser humano é resultado da educação que teve’’.Da mesma forma que o pensador teceu, o sistema educacional é fundamental na formulação de pensamentos e condutas na sociedade contemporânea. Porém, as instituições de ensino não abordando nas salas de aulas, em livros, maneiras de se prevenir sexualmente para uma possível gravidez precoce, dado que, segundo SINASC, 20% do bebês nascidos no brasil, são provenientes de adolescente que estão no período de formação educacional.Nesse contexto, as escolas precisam focalizar a discussão da problemática nas salas de aulas para amenizar os atuais índices de gravidez.
Ademais, segundo o sociólogo Claude Levi-Strauss, só é possível analisar corretamente questões sociais atuais, por meio do entendimento de eventos históricos passados de uma sociedade.Desse modo, a gravidez precoce na atualidade, faz-se por consequência da formação sócio estratificante do Brasil.Assim, a medida que formação sócio-espacial brasileira foi se formando nas cidades, áreas desfavoráveis economicamente, como favelas e regiões rurais, acabaram por serem excluídos sistematicamente da integração social.Desse forma, essas regiões interioraneas, acabou por ficando desprovidos de medidas governamentais fundamentais na formação do individuo, como âmparo educacional, sanitário e cultural, consequentemente, os indivíduos dessas áreas padeceram de uma formação mais racional e criteriosa acerca das prevenções sexuais, já que, de acordo com o IBGE, os maiores índices de jovens gravidas, são de origem regiões periféricas das cidades.
Portanto, medidas são necessárias para mudar o quadro atual.Urge, que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, introduzam na grade curricular dos alunos, livros e aulas acerca da prevenção sexual no que tange à gravidez precoce, falando das maneiras de contraceptivos, e sobre as dificuldades que um recém nascido precisa, a fim de que os adolescentes tenham maiores cuidados de prevenção sexual, e evite uma gravidez indesejada.