Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/10/2020

A gravidez na adolescência é um problema bastante recorrente no mundo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia(IBGE) - de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Como resultado temos a evasão escolar e a vulnerabilidade social que se encontra essas crianças.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar que a evasão escolar é um dos primeiros problemas que surge, visto que meninas grávidas na adolescência tem três vezes mais chances de abandonar a escola antes de completar o ciclo educacional, ademais essas adolescentes dificilmente voltam a estudar, pois o trabalho será prioridade em sua vida, tanto para se sustentar tanto para cuidar de seu filho.

Concomitantemente, a vulnerabilidade social também pode ser apontado como fator preponderante, uma vez que as crianças e adolescentes que engravidam são de comunidades que não tem acesso a muitas informações. Como é mostrado no documentário “Meninas” de Sandra Werneck, que retrata a realidade de quatro meninas de 13 a 15 anos que moram em comunidades e estão grávidas, sendo notório a falta de disponibilidade de recursos(materiais ou simbólicos), entre outros. Ações governamentais são de fundamental importância para dar suporte a adolescentes.

Nesse viés, urge que o Governo, por meio de políticas públicas, promovam projetos interdisciplinares na escola e auxilio de serviços amigáveis para crianças e adolescentes, a fim de diminuir os impactos causados pela gravidez precoce. Outrossim, cabe ao Ministério da Saúde, por intermédio de uma campanha nacional de combate a gravidez na adolescência, abordar assuntos diversos do cotidiano e sexualidade entre jovens, com o intuito de conscientizar crianças e adolescentes. Dessa forma será possível mitigar a problemática.