Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 05/11/2020
O documentário brasileiro “Meninas” apresenta a vida de quatro meninas entre 13 e 15 anos, que além de possuírem em comum uma gravidez indesejada na adolescência também apresentam em comum o fato de serem todas de baixa de renda. Para o educador e filósofo Paulo Freire, a educação pode mudar o mundo, tendo isso em vista, é possível notar a precariedade em educação sexual no país, principalmente em escolas que atendem alunos pobres.
Apesar de ter tido uma queda de 17%, em dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde) o Brasil ainda possui um índice maior que a taxa mundial, onde anualmente 18% dos bebês nascidos são de mães adolescentes. Em decorrência a desigualdade, a gravidez indesejada na adolescência acontece principalmente em meninas mais pobres e com menos acesso à informação. Por outro lado, o combate à DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) também é prejudicado.
Além disso, o aumento de problemas sociais também é um obstáculo evidente. Visto que ao engravidar, as jovens são obrigadas a abandonar a escola em determinado período, ocasionando uma maior dificuldade no acesso ao ensino superior. Consequentemente comprometendo o ingresso da mesma no mercado de trabalho, gerando mais desigualdade social em nosso país.
Diante do que fora exposto, a gravidez na adolescência ainda é uma grande adversidade no Brasil. Portanto, cabe ao Governo Federal, juntamente ao Ministério da Educação, implantar um sistema de educação sexual em escolas, através de aulas, cartilhas e palestras. Alertando os riscos de uma gravidez e dando acesso à informação de métodos contraceptivos que evitem não só uma gravidez mas também uma DST (Doenças Sexualmente Transmissível). Para que enfim os índices de mães brasileiras adolescentes diminua cada vez mais.