Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/08/2021
No filme “Juno”, um protagonista sofre com a maternidade precoce, concebida em um cenário de extrema suscetibilidade. Neste sentido, tal realidade se faz presente no contexto brasileiro vigente, uma vez que a gravidez na adolescência é uma questão recorrente. Logo, torna-se evidente que a desinformação junto à vulnerabilidade social de diversos jovens brasileiros contribuem para um quadro cada vez mais alarmante de saúde pública.
Sob essa perspectiva, convém enfatizar que o acesso restrito a programas de educação sexual nas escolar favorece a ocorrência de quadros de gestação juvenil. Nesse sentido, apesar de ter um programa de educação sexual nas escolas, grande parte das informações transmitidas aos jovens sobre o tema é direcionada exclusivamente aos aspectos fisiológicos. Como desdobramento, o país apresenta, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o quantitativo de novos casos acima da média mundial. Dessa forma, enquanto a sexualidade para abordada de forma simplista, o problema permanecerá constante no país.
Além disso, uma indefensibilidade social, uma parte dos nossos jovens estão ocorrendo, contribuem para agravar o impasse. Neste sentido, cabe saliente que a desestrutura financeira que muitas famílias enfrentam dificuldade de acesso à informação e à saúde dos grupos marginais. Em consequência disso, segundo a PENAD, a taxa de fecundidade adolescente é superior em regiões menos favorecidas, o que, lastimavelmente, perpetua o ciclo da pobreza, exclusão e desigualdade, tão comum ao tecido social brasileiro.
Fica evidente que a falta de informação e a desigualdade social estão entre as raízes da problemática e que, dessa forma, é necessário mudanças. Para tanto, o MEC, por meio da alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, deve aplicar os conteúdos programáticos sobre a educação sexual, com o efeito de diminuição dos índices de gravidez na mocidade. Tal plano deve focar, principalmente, em abordar as questões relacionadas às relações sexuais, abusos e a prevenção de gravidez. Ademais, o Governo Federal deve criar campanhas que sejam veiculadas às mídias abordando o tema em questão. Feito isso, o Brasil não terá tantos jovens de até 19 anos enfrentando o mesmo problema que um protagonista do longa-metragem “Juno”.