Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/11/2020

Embora os casos de natalidade adolescente estejam caindo no Brasil, há ainda muito a se preocupar em relação a este tipo de gravidez. O último é prejudicial tanto para a mãe, quanto para o bebê em si, uma vez que em muitos casos, a mãe renuncia os estudos devido à gravidez, o que afeta sua formação e saúde mental/emocional. Além disso, uma gravidez indesejada pode vir a causar traumas à criança, devido à opressão causada à mesma.

De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cada cinco bebês que nascem ao menos um foi gerado por uma mãe de 15 a 19 anos de idade. Tal cenário reafirma a vital importância de gerar debates sobre o tema, além de conscientizar as pessoas do assunto, visando combater a gravidez precoce. Sabe-se que, de acordo com especialistas, a falta da educação sexual é considerada uma das principais causas da gravidez de menores. Neste sentido, o Brasil é um país que detém mais do que a metade da média mundial de filhos adolescentes. Sendo assim, fica evidente o quão pequenos são os índices e investimentos de tal aprendizagem.

Ademais, mães adolescentes que não contam com o apoio ou planejamento familiar, possuem, na maioria dos casos, diversos problemas em sua vida, fato que propaga um ciclo de pobreza, estresse e exclusão social. Neste sentido, adolescentes pobres têm cinco vezes mais risco de engravidar que as mais ricas. Dessa forma, tendo filhos, adolescentes de classes financeiras inferiores, dificilmente conseguirão conciliar os estudos, entrar no mercado de trabalho e serem financeiramente independentes.

Mediante a isso, o governo brasileiro deveria promover campanhas midiáticas a fim de conscientizar os menores sobre a gravidez adolescente. É preciso que haja comunicação e ensinamento dos pais sobre o assunto, já as escolas sobre o convívio entre meninos e meninas, bem como a proteção necessária nas atividades sexuais, como os diferentes tipos de métodos contraceptivos. Só assim, os casos de gestação precoce e a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis serão evitados no pelas famílias brasileiras.