Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 01/12/2020

Desde os tempos mais remotos, a religiosidade sempre lidou com as crianças como se fossem seres intocáveis e protegidos de todo mal. No entanto, mesmo num país de maioria crente, como o Brasil, a permanência dos altos índices de maternidade infanto-juvenil são estarrecedores. Com isso, fica nítido a importância de uma educação sexual ampla e inclusiva, além de saídas para aqueles que não se sentem prontos para tornarem-se pais.

Conforme o filósofo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, o que é claro de se confirmar ao ver os índices maternos atuais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) . Visto que no Brasil, onde a educação sexual é rara e de responsabilidade paterna, 1 em cada 5 recém-nascidos tem mãe de 15 a 19 anos. Dessa forma, faz-se imprescindível a implementação da educação sexual no currículo básico brasileiro, trazendo desde cedo informações sobre limites e proteção para todas as idades, de modo didático assertivo às diferenças etárias. Assim, ensinando-os a reconhecer abusos, a proteger de ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), e evitar gravidez indesejadas.

Ademais, é necessário também, por motivos diversos, oferecer saídas para aquelas que engravidaram e não se sentem seguras para continuarem com a gestação. Posto que, nenhum método contraceptivo é 100% seguro e que mães jovens são mais propícias a desenvolverem transtornos psicológicos decorrente da fetação, além de ser mais difícil para elas retornarem ao mercado de trabalho de forma significativa. Portanto, o aborto legal se tornou uma questão de saúde pública e economia nacional, sendo cabível o acompanhamento psicológico das pacientes, tornando possível a escolha da gravida para permanecer ou interromper a gestação.

Nesse âmbito, cabe ao Governo promover campanhas visando a educação sexual da massa, além de promulgar leis federais para a implementação dessa nova disciplina