Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/11/2020
Desenvolvimento coletivo
De acordo com o Ministério da Saúde, os índices de gravidez na adolescência no Brasil contemporâneo estão 50% acima da média mundial, que é de 46 mães a cada mil adolescentes. Na América Latina, o índice é de 65,5. No Brasil, o número sobe para 68,4. Mais de 434,5 mil adolescentes se tornam mães por ano no país. Como consequência: evasão escolar, perpetuação da pobreza e violência.
A gestação na adolescência é uma das causas da evasão escolar. É na adolescência que se decide grande parte do nosso futuro e, quando surge uma gravidez precoce, aumentam as responsabilidades, os desafios, principalmente para as mulheres. Para serem mães, muitas sacrificam justamente aquilo que poderia dar um futuro melhor para elas e seus filhos.
Em segunda análise a perpetuação do ciclo da pobreza, no Portal Dráuzio Varella mostra: com um ou mais filhos nos braços, as meninas de classes sociais mais baixas, acabam destinadas ao serviço doméstico, sem que essa tenha sido necessariamente sua escolha. Para as mulheres mais ricas, a maternidade é, na maioria das vezes, uma escolha e não um destino do qual não se pode fugir.
Como também violência, principalmente em comunidades que apresentam vulnerabilidade social. Porque esses indivíduos contam com uma estrutura precária, baixa qualidade de vida e carregam o estigma de população periférica. Dentre os aspectos clínicos e obstétricos desfavoráveis, como baixo peso e prematuridade e o impacto nas trajetórias de vida das adolescentes e de seus recém-nascidos.
Assim, confirmam a gravidez na adolescência como problema de saúde pública. E por ação da comunidade reverterem preocupantes índices de gravidez. Deve potencializar o diálogo sobre o assunto entre pais e filhos, o enfrentamento da gestação na adolescência, com ações de educação usando panfletos físicos - e virtuais em redes sociais.