Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 02/12/2020

No início de 2006 é lançado o documentário “Meninas”, dirigido por Sandra Werneck. O mesmo retrata o período de gestação de quatro meninas cujo as idades variam entre 13 a 15 anos no estado do Rio de Janeiro. Infelizmente, pouco ainda se é dialogado acerca do tema e por isso o mesmo se reflete nos dias atuais, como na sexualização juvenil comumente em letras de funk, o que mostra a falta de diálogo com a classe mais precarizada. Seja por falta de informação sobre sexualidade, seja pela sexualização precoce, cabe-se uma análise sobre as causas da problemática em questão.

Ainda nos dias atuais, é recorrente o caso de gestações precoces no Brasil, como aponta a Organização Mundial da Saúde em uma pesquisa realizada no ano de 2015, onde ocorreram mais de meio milhão de casos no ano vigente. Infelizmente, O diálogo sobre sexualidade ainda é um tabu social e isso reflete no crescimento dos casos, afinal, a falta de conselho e conscientização do indivíduo acerca do tema torna-se cada vez mais comum, vide que o assunto não é dialogado com os familiares ou tratado nas escolas, o que limita o conhecimento sobre os cuidados à se ter com o início da vida sexual.

Cabe ressaltar que, infelizmente, a sexualização precoce não é um caso novo no Brasil, há anos os números de casos de gestantes é alto entre as adolescente, afinal, culturalmente o marido era escolhido pelo pai da menina enquanto a mesma ainda, normalmente, não era maior de idade, o que acarretou, socialmente, em uma abrupta crescente na taxa de natalidade entre os anos de 1960 e 1990, vide que os métodos contraceptivos não recebiam a notoriedade necessária.

Mediante aos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação e cultura, por meio de auditorias, ampliar as palestras acerca da gravidez na adolescência e aplicar o assunto como matéria obrigatória do ensino fundamental ll ao ensino médio, pois assim esse tema será discutido na mesma fase que se inicia a gravidez precoce.