Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o  corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que a gravidez na adolescência traz consigo barreiras e percalços, os quais inviabilizam os planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falha estatal, quanto da má influência da mídia. Urge, então, uma resolução desses empencilhos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeira análise, deve-se ressaltar que há medidas governamentais contra a gravidez na adolescência, porém, pouco eficientes. Essa conjuntura, demonstra uma falha na abordagem do Estado quando se trata de conscientizar a população, pois o maior número de casos estão em famílias de baixa renda, onde existem poucas instruções devido à ineficiência em transmitir os malefícios trazidos para esses grupos familiares por causa da gravidez na adolescência. Dessa forma, a Constituição Federal de 1988, que prevê em 6º artigo a proteção à criança e ao adolescente, não está sendo garantida no país. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Ademais, a má influência da mídia é um impulsionador da problemática no Brasil. Nessa perspectiva, as mídias digitais são grandes fornecedoras de conteúdo impróprio para menores de idade, tendo como exemplo, vídeos, filmes, fotos que tendem a influenciar o pensamento juvenil, por consequência de que alguns pais não possuem tempo para instruir ou não se importam em vigiar seus filhos nos meios digitais. Nesse caso, o âmbito escolar poderia ser um agente mitigador da gravidez na adolescência, tendo participação ativa em busca da conscientização de pais e filhos.

Fica evidente, portanto, que é necessário ultrapassar essas barreiras. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, utilize os meios de educação como agente ativo contra a gravidez na adolescência, realizando palestras e reuniões com o corpo estudantil e seus familiares, demonstrando os riscos à saúde e as más consequências advindas de tais ações e, que é necessário, também, vigiar o conteúdo exposto para os jovens, a fim de diminuir os casos de gravidez. Além disso, nas regiões periféricas e rurais, o Ministério da Saúde pode utilizar seus colaboradores para realizar visitas nas residências, dando instruções e aconselhando o grupo familiar sobre as relações sexuais dos jovens. Dessa forma, se consolidará uma sociedade mais saudável, próxima daquilo que a Utopia de More prega.