Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/12/2020

No filme ‘‘Simplesmente acontece’’, a adolescente Rosie interrompe seus sonhos e sua vida escolar logo após a descoberta de uma gravidez inesperada, que ocorreu justamente devido a sua ignorância quanto ao uso de um preservativo. Fora da ficção, situações análogas ocorrem com substancial parcela de jovens que iniciam prematuramente a vida sexual,mas, possuem pouca-ou quase nenhuma- informação sobre o correto uso dos métodos contraceptivos. Nesse viés, observa-se que a sociedade negligencia discussões acerca de um assunto tão importante quanto a educação sexual, acarretando em um fenômeno muito recorrente: a gravidez na adolescência.

Em primeira análise, é importante salientar a pouca visibilidade dada a assuntos relacionados a algo tão comum comum e rotineiro: a sexualidade, percebendo-se a perpetuação de um retrógrado tabu. Dessa forma, a ínfima disponibilidade de informações sobre tal assunto para o público jovem mostra-se um grande impasse,favorecendo, infelizmente, um exponencial caso de ISTs-infecções sexualmente transmissíveis- e de gestações prematuras. Nesse contexto, a falta de educação sexual é um óbice a ser superado, juntamente com o incoerente tabu, que apenas prejudicam a vida dos adolescentes, colocando seus respectivos sonhos e futuros em risco-principalmente das mulheres-.

Outrossim, de acordo com Émile Durkheim, importante filósofo do século XXI, a sociedade é um organismo vivo, com comportamentos, valores e ideias já pré-determinados, de modo a serem seguidos em prol da manutenção da homeostase-equilíbrio-. Dito isso, quando a sociedade pré determina o sexo como um tabu, não só omite informações acerca de tal assunto, mas também ocasiona a evasão escolar, o aumento no nível de desigualdade e perpetua o ciclo da pobreza. Com efeito, essa situação mostra-se um nocivo obstáculo, e a única forma de ultrapassá-lo é por meio da educação .

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientizaçã da população brasileira acerca do problema, urge que o Ministério da Educação (MEC) promova debates por meio do fornecimento de aulas  nas redes públicas e privadas de ensino abordando o importante assunto da educação sexual a fim de mitigar os casos de gravidez na adolescência, com o intuito de diminuir a desigualdade e aumentar o acesso a oportunidades em relação ao futuro. Somente assim, casos como o de Rosie serão evitados, promovendo a todos os jovens conhecimento sobre o próprio corpo e -principalmente- sobre os métodos contraceptivos.