Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 18/12/2020
Na série ¨Sex Education¨, mostra-se os desafios promovidos por uma gravidez inesperada na adolescência, assim como seus danos à gestante e ao seu filho. Contemporaneamente, no Brasil, observa-se quadros similares, uma vez que o país é recordista em gravidez na juventude, quase vinte por cento das totais registradas, fato que se torna extremamente prejudicial aos envolvidos nesse processo. Nesse viés, nota-se que a gravidez na adolescência gera prejuízos não só a vida escolar e profissional da gestante, mas também ao desenvolvimento saudável do seu descendente.
Primeiramente, vale ressaltar a evasão escolar e dos postos de trabalho como um dos principais problemas da gravidez precoce. Nessa perspectiva, os estudos e o trabalho dão lugar aos cuidados com a gestação, uma vez que esses últimos ganham prioridade na vida da mãe. Por conseguinte, é visto o afastamento dessas meninas das instituições de ensino, já que o recém nascido requer tempo para cuidado e atenção, fato que viola uma das principais diretrizes do ECA (Estatuto da Criança e do Adolenscente) que é o direito de frequentar a escola. Desse modo, pobreza e mizéria são consequências desse fenômeno para as pessoas envolvidas.
Ademais, a gestação na adolescência dificulta o desenvolvimento saudável do bebê. Nessa linha, a mãe, muitas vezes, inesperiente e mal instruída não tem os conhecimentos básicos para realizar uma gravidez segura, fato que, por sua vez, torna-se extremamente prejudicial ao filho ainda em desenvolvimento. Nesse sentido, a criança fica privada de um direito previsto na Constituição Federal de 1988, que é o de usufruir de todos os mecanismos legais para realizar uma gestação saudável e segura.
Por fim, o Estado, por intermédio do Ministério da Educação —órgão encarregado dos assuntos ligados à educação no território—, deve promover a educação sexual nas escolas, assim como deve instruir os jovens sobre os trâmites da gravidez. Tal medida deve ser tomada por meio de palestras escolares com sexólogos, a fim de coibir a gravidez na juventude, e assim mitigar os efeitos dessa sobre as gestantes e os filhos.