Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/12/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, no cenário brasileiro atual, percebe-se justamente o contrário quanto à questão da ausência de ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Nesse contexto, torna-se evidente como catalisador da questão a má influência midiática, tendo como consequência diversos malefícios aos indivíduos.
Em primeiro plano, cabe destacar a superficialidade da mídia diante da questão. Conforme Pierre Boudieu, “o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão”. Entretanto, nota-se que a questão da ausência de ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência diverge com o pensamento de Bourdieu, uma vez que os principais meios de comunicação ocultam os desafios encontrados para reduzir o número de gravidez na adolescência e seus malefícios à população. Dessa forma, os meios midiáticos devem buscar retratar a sociedade de forma mais realista
Em consequência disso, surge a questão dos malefícios aos indivíduos, que intensifica a gravidade do problema. De acordo com a Biblioteca Virtual em Saúde, quase 25% das doenças que afetam os adolescentes são devido a gravidez precoce. Nesse prisma, nota-se que os números crescentes de gravidez na adolescência tem relação direta com o aumento de complicações neurológicas, psicológicas e, em alguns casos, gera até depressão que leva os indivíduos, na maioria das vezes, a óbito. É imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, ONGs, em parceria com os meios midiáticos, devem desenvolver campanhas que reduza a má influência midiática sobre a ausência de ações governamentais para redução de gravidez na adolescência. Tais ações devem ser desenvolvidas nas redes sociais por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com dados estatísticos sobre as reais condições da questão. Além disso, é possível também criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade a fim de conscientizar a população sobre os perigos da pouca visibilidade dada ao assunto pelos canais de comunicação.