Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/12/2020
No Brasil, cerca de 20% dos nascimentos advém de mães adolescentes, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada). Nessa perspectiva, embora existam ações governamentais de combate à gravidez precoce, como o incentivo ao uso da camisinha e a assistência às gestantes em UBS (Unidade Básica de Saúde), o desafio permanece. Pois, a falta de investimentos na educação contribui para o desinteresse social dos jovens por obterem, primeiramente, a formação profissional e, posteriormente, formarem famílias estruturadas.
Primeiramente, observa-se que muitas moças, após darem a luz ao primeiro filho, pouco tempo depois voltam a engravidar de outros parceiros. Essa realidade é retratada no documentário “Gravidez na adolescência”, do profissão repórte, que mostra o empenho das UBSs na orientação de meninas gestantes quanto a importância do uso dos métodos contraceptivos. Pois, apesar das campanhas midiáticas sobre o uso do preservativo, é impreterível a conscientização e empoderamento do público feminino sobre o próprio corpo e as penúrias da gravídez na adolescência.
Ademais, o desinteresse escolar é um fato anexo às vidas de muitas jovens gestantes, pois à medida que a gestação fica evidente, essas garotas acabam abandonando a escola por sentirem vergonha e desamparadas. Nesse sentido, esse abandono afeta o futuro profissionoal e desenvolvimento da família incipiente, pois sem emprego, muitas mães acabam dependendo da ajuda externa para se manterem e sustentar os filhos. Logo, como defende o educador brasileiro Paulo Freire, a educação é uma condição para a ascensão socioeconômica do indivíduo, assim, sem o esforço governamental na educação, a chegada de mais famílias desestruturadas parmanecerá como desafio.
Portanto, para reduzir o índice de gravidez entre adolescentes e a falta de interesse pela formação acadêmica no país, é dever do Ministério da Educação investir maciçamente na educação juvenil. Isso pode ser realizado através da implantação nacional das escolas técnicas, nas quais os jovens permanecerão em tempo integral, com atividades lúdicas, físicas e intelectuais - alimentado assim o interesse do aluno pela formação acadêmica, em primeiro lugar. Desse modo, será possível mudar o panorama socioeconômico das famílias brasileiras, como a formaçao de cidadãos mais responsáveis e consciêntes quanto a criação dos filhos.