Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 28/12/2020

A gravidez na adolescência é uma problemática muito presente no Brasil e deve receber mais atenção do Governo para que o número de casos diminuam. De acordo com dados da Associação Médica Brasileira, anualmente, cerca de 18% dos brasileiros nascidos são filhos de mães adolescentes e em situação precária, o que pode trazer riscos de vida tanto para a mãe quanto para o bebê devido a vulnerabilidade de ambos. Esse fator mostra como ações governamentais são de extrema importância para lidar com esse problema e diminuir a porcentagem de pessoas grávidas ainda na adolescência.

Em primeiro lugar, é importante destacar os diversos fatores que corroboram para a gravidez de adolescentes, como por exemplo, questões sociais, econômicas e de educação. Em virtude da pobreza e às baixas taxas de escolaridade, inúmeras jovens engravidam antes mesmo de completarem 17 anos por não saberem realizar o uso adequado de métodos contraceptivos. Ademais, não é todo posto de saúde que oferece meios de prevenção da gravidez, bem como o acesso a esses métodos é mais difícil  principalmente em regiões mais precárias que possuem falta de recursos.

Embora a discussão sobre educação sexual nas escolas seja constante, até hoje o Ministério da Educação ainda não tomou uma medida sólida em relação a essas aulas, como por exemplo torná-las obrigatórias. A importância da educação sexual se dá pelo fato de que prepara o adolescente para a vida sexual de forma segura, chamando-os à responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo para que não ocorram situações futuras indesejadas, como a gravidez precoce. A gestação no período de amadurecimento do corpo pode gerar problemas de saúde como anemia, baixa imunidade, parto prematuro e até mesmo distúrbios psicológicos, pois a mudança de vida rápida exige grande adaptação e isso pode gerar conflitos, já que uma grande etapa de sua vida foi pulada. Dessa forma, é necessário que a jovem tenha acesso aos serviços de saúde oferecidos pelos hospitais públicos.

Destarte, o auxílio das ações governamentais são essenciais para a redução das taxas de gravidez na adolescência no Brasil, assim, algumas principais medidas devem ser colocadas em prática. O Ministério Público deve garantir que postos de saúde ofereçam métodos contraceptivos gratuitamente  sem falta para a população, dessa forma, a relação sexual poderá ser feita de forma segura e evitar uma gravidez precoce e indesejada. O Ministério da Educação precisa tornar as aulas de educação sexual obrigatórias, visando mostrar aos jovens a importância do auto cuidado e o uso de meios preventivos, desse modo, os adolescentes saberão como ter relações sexuais de forma responsável e sem correrem o risco de engravidarem ainda em fase de amadurecimento. Por fim, a gravidez na adolescência precisa ser evitada e a sociedade deve dar a devida atenção a essa problemática.