Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/01/2021
A reprodução humana é uma parte do ciclo biológico dos seres vivos, sendo essencial para a manutenção da espécie. Entretanto,aalta taxa de gravidez na adolescência é um problema social grave no país e deve ser abordado tanto nas suas causas, dentre elas a falta de informação e de educação sexual em saúde, quanto nas consequências, como a evasão escolar e os riscos gestacionais. Assim, esses dois aspéctos devem ser levados em consideração a fim de elaborar medidas que não só reduzam o índice de gravidez, mas também que assegure uma gestação saudável.
Primeiramente, a falta de informação sobre planejamento familiar, educação sexuaal e saúde contriruem para essa taxa alarmante. Colabora para isso a visão moralista sobre a sexualidade, ainda presente na sociedade, que evita o debate deste tema com a justificativa de que ira insentivar a atividade sexual precoce. Sem esse diálogo no meio escolar, o jovem busca informação em outros meios não confiáveis, como a internete, que não abordam a sexualidade preocupando-se com a saúde e bem-estar dos indivíduos. A falha desses dois pilares, informação e educação, contribuem com o alto índice de natalidade na adolescência que, segundo o IBGE, é de 71 em mil.
Outro ponto importante, são as consequências desra gestação prematura. A evasão escolar, por exemplo, é alta nesse grupo que deixam os estudos por sofrerem bulying ou por distúrbios psicológicos, como nsiedade e depressão, que podem estar relacionados com alterações fisiológicas decorrentes da gravidez. Ademais, muitas atrasam o pré-natal, por medo de contar a família, o que aumenta o risco da gravidez. Tal fato relaciona-se com o alto índice de mortalidade infantil nesse grupo de gestante, sendo aproximadamente 20% do total de óbtos de recém nascidos.
Portanto, a gravidez na adolescência deve ser abordada tanto nas suas causas, quanto nas suas conseqências. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve incluir na grade escolar a matéria de educação sexual, por meio de uma abordagem multidiciplinar, que inclua temas sobre doenças sexualmente transmissíveis, meios de prevenção (como usar e como funciona) e fisiologia humana. Dessa forma, os adolescentes serão mais conscientes em relação ao seu corpo e sua sexualidade. O conteúdo, e o método de ensino, deve se adequar a cada nível escolar. Faz-se necessário, também, a atuação do Ministério da Saúde quanto ao aprimoramento de projetos para o acolhimento e acompanhamento desse grupo. Assim, a gestação não será mais um problema da juventude.