Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/01/2021

Na saga de livros ‘‘As Crônicas de Gelo e Fogo’’, é retratado diversos conflitos entre famílias em torno do trono que governa os sete reinos. Nesse âmbito, a narrativa mostra -em segundo plano- alguns problemas suscitados pela gravidez precoce de Daenerys, uma grande princesa. Fora da ficção, esse tipo de gravidez também é uma realidade no Brasil, uma vez que há uma grande negligência governamental, proporcionando muitas consequências negativas para o país.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que grande parte dos políticos brasileiros, de acordo com o jornal Estadão, são homens brancos que apresentam uma idade média de 51 anos, isto é, são pessoas conservadoras que dificilmente foram oprimidas e, por isso, não conseguem entender a importância da educação sexual no ambiente escolar. O resultado disso é que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistíca (IBGE), uma em cada cinco crianças que nascem tem mãe com idade entre 15 e 19 anos. Sendo assim, fica evidente a falta de compromisso dos governantes em minimizar a gravidez na adolescência.

Ademais, pode-se dizer que a gravidez durante a adolescência pode gerar inúmeros problemas. Conforme a médica pediatra Lilian Day Hagel, além das inúmeras dificuldades físicas e psicológicas, a gravidez precoce também propicia o abandono dos estudos e, por afetar -segundo o IBGE- jovens com menores condições econômicas, aumenta a desigualdade social, visto que sem a educação elas terão poucas oportunidades na sociedade. Assim, fica nítido que a gravidez na adolescência intensifica problemas educacionais e, consequentemente, sociais.

Em virtude dos fatos mencionados, são necessárias medidas para mitigar essa problemática. Dessa forma, para que os casos de gravidez na adolescência, assim como as suas consequências, possam ser minimizados é necessário que o Ministério da Educação (MEC) solicite, por meio da reorganização do calendário escolar e da redistribuição de verba, que todas as escolas públicas forneçam uma aula semestral sobre educação sexual. Estas aulas serão ministradas por professores de biologia, bem como de sociologia -com auxílio de um curso gratuito disponibilizado MEC- e não terão como objetivo incentivar as práticas sexuais, mas sim garantir que elas sejam feitas de forma adequada. Com isso, um número cada vez menor de adolescentes precisarão sofrer como Daenerys.