Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 12/01/2021

Na série americana “Gilmore Girls”, é retratada a história de Lorelai Gilmore que com 16 anos engravidou de seu namorado, sem qualquer ajuda de seus pais, ela precisou enfrentar sozinha as consequências de ser uma mãe solteira. Infelizmente, a situação descrita na série não se restringe a ficção, pois, percebe-se que na contemporaneidade a gravidez na adolescência vem se tornando um tema muito preocupante em relação ao desenvolvimento saudável dessas jovens na coletividade. Nessa conjuntura, é possível destacar a fragilidade da educação sexual e a desigualdade social como os maiores indícios da problemática.

Em primeiro plano, é essencial verificar que a vulnerabilidade educacional acerca da sexualidade na juventude apresenta íntima relação com a existência do imbróglio. Nesse sentido, de acordo com os iluministas Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos indivíduos, garantindo aos mesmos sua efetiva liberdade. A esse respeito, nota-se que o desconhecimento na uso dos métodos contraceptivos na adolescência deve-se ao fato da sociedade ainda tratar a discussão com uma certa censura, visto que cada vez mais cedo os adolescentes estão começando suas vidas sexuais. Logo, o contágio de doenças sexualmente transmissíveis é um fator preocupante em relação a saúde sexual e mental dos jovens.

Ademais, uma comunidade que restringe o acesso à informação representa um retrocesso para a coletividade que preza por igualdade. Nessa perspectiva, segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, os fatos sociais podem ser normais ou patológicos. Seguindo essa linha de raciocínio, observa-se que um ambiente , em crise, rompe toda a harmonia social, dado que um sistema corrompido não favorece o progresso coletivo. Nesse viés, constata-se que substancial parcela das camadas mais pobres não tem sequer o acesso à educação sexual de qualidade, que pode ser eventualmente em razão da falta de comunicação nas famílias ou da precária assistência educacional que o Estado oferece. Dessarte, é fundamental que medidas sejam tomadas para a mudança do quadro atual no Brasil.

Verifica-se, diante do exposto, que esse problema deixou de ter uma posição de destaque no país. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação elaborar uma diretriz de investimentos em ações de caráter preventivo e educativo em instituições de ensino em todas as zonas periféricas brasileiras, a fim de que as relações sexuais sejam feitas de maneira segura e responsável. Isso pode ser feito por meio de campanhas socioeducativas, nas quais médicos e sexólogos instruam os jovens sobre a utilização dos métodos contraceptivos e incentive-os acerca da importância de debaterem com os pais sobre suas inseguranças e opniões para que esse assunto não seja mais um tabu no século XXI.