Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 23/01/2021

No contexto atual, a gravidez precoce ainda é um problemática vivenciada por muitas famílias brasileiras, tendo em vista que o organismo feminino ainda está em formação tanto em sua fisiologia como também psicologicamente. Dessa maneira, é fundamental notar que o silenciamento do núcleo familiar acerca da sexualidade e o contexto de vulnerabilidade socioeconômico de muitas jovens favorecem a permanência dessa realidade.

Primeiramente, pode-se observar que ainda há uma pouca comunicação entre pais e filhos por existir certo preconceito sobre temas relacionados a educação sexual. Assim, percebe-se que com a formação sociocultural que tem a influência do cristianismo culminou considerando tal temática como um tabu.  Vale se salientado também que o patriarcado desprivilegia a possibilidade da autonomia das decisões femininas até mesmo em relação ao seu próprio corpo. Sendo uma comprovação, os dados da ONU (Organização das Nações Unidas), diz que o Brasil ocupa  o quarto lugar em casos de  casamentos infantis.

Outrossim, é um fator que contribui para manutenção dessa problemática o contexto de vulnerabilidade econômica de muitas adolescentes que dificulta o acesso à educação e aos meios contraceptivos. Segundo o relatório de 2018 da ONU, jovens sem a educação básica têm quatro vezes mais chances de engravidar que meninas que já tenham o nível médio ou superior. Dessa forma,  é perceptível que muitas dessas jovens  já vivem em uma realidade que foi normalizado um ciclo de reprodução precoce existindo uma  maior possibilidade de repeti-lo.

Portanto, verifica-se que a problemática dessa ser combatida. o Ministério da Educação poderia promover palestras educacionais nas escolas com o estímulo da participação dos pais para dialogar e esclarecer sobre a educação sexual com profissionais especialistas.Além disso,  as Secretária de Saúde poderia fornecer meios contraceptivos em comunidades periféricas diminuindo a incidência nesse grupos sociais mais vulneráveis.