Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 25/02/2021

A gravidez na adolescência não é um fenômeno novo no cenário brasileiro. Seu índice diminuiu 17% nos últimos dez anos, mas, apesar dessa queda, os  números continuam altos. A cada cinco bebês recém nascidos, um é fruto de uma gravidez adolescente, tornando a situação, ainda assim, preocupante, chamando a atenção de orgãos públicos e da sociedade civil.

Muitas vezes o bebê se tornando responsabilidade da mãe e sua família, ela é a mais prejudicada. Acontecendo muitas vezes de meninas jovens abandonando escolas para poder cuidar de seus filhos, se não tiverem família para ajudar, completamente sozinhas, dependendo muitas vezes de caridade. Raramente essas jovens mães conseguem conciliar estudos, maternidade e, muitas vezes, trabalho enquanto isso, as impedindo de alcançar estabilidade financeira, para ter uma vida melhor para si e seu filho. Essa pauta assume, sobretudo nas últimas décadas, estatuto de problema social.

Sendo sociológico, porém, não é questão de falta de informação por condições sociais econômicas ou falta de educação. Em meio a tantas plataformas digitais e meios informativos/de pesquisa, o problema não é a falta de informação, e sim a falta de habilidades de lidar com a mesma, assim como diz a ginecologista e obstetra, Albertina duarte. Quando a gravidez não é causada por meio de violência como o estupro, é, muitas vezes, por falta de cuidado ou de prepotência por parte dos adolescentes no ato.

O menino pode muitas vezes insistir em não usar camisinha e dando explicações como “é mais prazeroso”, e a menina acaba cedendo por não querer desagradar. Pode acontecer, por sua vez, de a menina compartilhar do desejo de não usar métodos contraceptivos na hora, confiando na sorte e acreditando que “com ela não vai acontecer”, afinal, “não vai dar em nada”, como muitos acabam por assim dizer por não ter vontade de usar ou não possuir o objeto no momento, e muitas outras situações desse mesmo gênero também acontecem.

Muitas vezes a gravidez precoce sendo provocada por falta de conscientização e não de informação, por parte dos menores de idade, o certo a se fazer é, primeiro de tudo, a comunicação familiar ser promovida a fim de integrar experiência emocional e conscientizar os filhos acerca da sexualidade, políticas por meio do governo, que garantam uma boa percepção acerca do sexo e formas de lidar com o mesmo, tanto em escolas públicas quanto particulares e por meio de plataformas digitais. Pra que dessa forma seja criada um sentimento de preocupação com cuidados na hora do ato, por parte dos adolescentes, e dessa forma, pela resposabilidade deles que foi implatada por influências externas tanto da família quanto do governo, a gravidez adolescente deixará de ser uma preocupação pública.