Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/04/2021

Na distopia -O conto da Aia- da Autora Margareth Atwood. As mulheres ainda férteis são abusadas sexualmente por Comandantes - incluindo crianças de 12 a 15 anos, que são oferecidas pelo estado para homens mais velhos, com a obrigação de servir ao seu marido e gerar filhos. Fora da ficção, à realidade brasileira é bastante problemática, por causa da falta de ação dos responsáveis legais e dos Ministérios da Saúde e Educação, ocasiona uma gravidez precoce que agride a integridade física, psicológica e econômica das gestantes e seus futuros bebês.

Em primeiro plano, vale mencionar o conceito de banalidade do mal, da filósofa Hannah Arrendt, em que ações prejudiciais são normalizadas por comodidade. Desta forma, e a partir dos dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- em que 20% das grávidas têm entre 15 e 19 anos; conforme estudos realizados pela Universidade Federal de Pernambuco, afirma que maus tratos no âmbito familiar e a extrema pobreza, além disso, a falta de Educação Sexual e baixa acessibilidade aos métodos contraceptivos, são os principais causadores destas gestações.

Ademais, as consequências são devastadoras, desenvolvendo assim um círculo vicioso de pobreza e violência. De acordo com o jornal G1, 59% dos adolescentes que irão ser pais, não frequentam a escola, e 30% não concluiu o ensino fundamental; gerando assim uma dificuldade de acesso a empregos- desenvolvendo assim uma baixa renda financeira. Outrossim, é o aumento nas agressões infantis e de mulheres, Por causa da falta de preparo psicológico.

Em virtude dos fatos, conclui-se que o Ministério da Educação e da Saúde, deve promover eventos, divulgados através de campanhas por redes midiáticas e sociais, utilizando os serviços de influências digitais- para alcançar o maior número de pessoas- com a propósito de alertar sobre os perigos à saúde física, psicológica e financeira da gravidez precoce- e suas consequências. Além disso, deve promover palestras de psicólogos, ginecologistas e assistente sociais; em escolas, para estudantes e seus responsáveis, explicando as causas e consequências da violência familiar com intuito de diminui-la, já que é um dos principais causadores da gravidez na adolescência.