Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/04/2021
Evasão escolar, preconceito, depressão e morte são algumas das consequências da grávidez precoce. Infelizmente, na contemporaneidade brasileira, cerca de 20% dos bebês nascidos são filhos de adolescentes, isso é, de meninas com idade de 15 à 19 anos. Tal impasse é desencadeado, principalmente, pela desinformação dos jovens acerca dos riscos da gestação nessa faixa etária e é agravado pela negligência estatal.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta ou ausência de debate no país sobre a gestação precoce, umas das razões dessa problemática. Isso se justifica porque, como o representado na série canadense “Sex education”, a desinformação a respeito de diversas doenças sexualmente transmissíveis, gera preocupação entre vários estudantes. No entanto, após esclarecimento de Otis, personagem principal, em relação as DSTs, os alunos se acalmam e sanam a suas dúvidas. Fora da ficção isso não ocorre de fato, haja vista a inexistência de palestras obrigatórias na escolas que abordem esse assunto, ou seja, que possam evitar o aumento das taxas de gestação na adolescência no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Estado a criação de projetos que visem conscientizar a juventude brasileira.
Ademais, é importante ressaltar que essa desinformação provoca inúmeros problemas. Visto que, em geral, a grávidez precoce propicia vários entraves, sejam eles sociais: abandono escolar, discriminação, como também ligados a saúde: depressão e morte - tanto da mãe como do bebê- dado que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco bebês falecidos advêm de uma gestação na juventude. Além disso, cabe acrescentar que as mais atingidas por esses efeitos negativos são as jovens de baixa renda, uma vez que, não possuem condição de pagar os exames, remédios e até despesas futuras com a criança. Isso se reflete na série original Netflix, “Sex education”, a personagem Maeve, de 17 anos, decide abortar seu filho motivada pela ausência de amparo emocional e econômico tanto do pai do bebê, como de algum familiar. Dessa forma, cabe a mídia brasileira disseminar os impasses gerados por essa grávidez.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, a criação de palestras anuais em escolas pública e privadas - com a participação obrigatória dos alunos e seus familiares- a fim de conscientizar e salientar os perigos dessa gestação precoce. Isso será feito por meio de diálogo entre médicos especialistas - obstetras, psicólogos- e estudantes, com o fito de sanar as dúvidas e de educa-lôs. Além disso, concerne que as mídias digitais - voltadas para a questão da saúde- divulguem os malefícios tanto da mãe como do bebê dessa gestação.