Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 04/05/2021
Na série espanhola “Elite” da plataforma Netflix, retrata um episódio de gravidez precoce, no qual a personagem sofre bastante preconceito e rejeição por parte da família e amigos. Fora da ficção, a gravidez na adolescência é um problema muito discutido no Brasil, haja vista a falta de educação sexual para os jovens, bem como as maiores dificuldades enfrentadas por esses indivíduos ao longo da vida. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esses quadros.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a carência de educação sexual para os adolescentes. Atualmente, os jovens estão fazendo relações sexuais cada vez mais cedo, o que é um empecilho quando não se tem as devidas informações a respeito disso, vindas, principalmente, da família e escola. Ademais, com essa escassez de conhecimento, faz com que o país tenha altas taxas de gravidez entre esses indivíduos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Dessa forma, precisa-se de ações para mudar esse panorama.
Faz-se mister, ainda, destacar os problemas que essas pessoas enfrentam. A maioria dos casos de gravidez na juventude acontecem em zonas de baixa renda, efeito da maior dificuldade em se obter informação, ocasionando, assim, abandono aos estudos e, também, maiores complicações para se ingressar no mercado de trabalho. Além disso, existe o obstáculo relacionado a saúde, pois é uma gravidez de risco para a mãe e o filho, sendo denominado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública no país. Desse modo, tem de haver um maior cuidado com essas jovens.
Portanto, certamente, medidas são necessárias para combater esses impasses no Brasil. Os governantes, por meio do Ministério da Saúde, precisam elaborar políticas públicas, no intuito de levar a educação sexual para dentro das áreas de baixa renda do país, aumentando, assim, a informação desses jovens que são mais afetados com esses casos. Cabe também, ao Ministério da Educação, adicionar aulas informativas sobre relação sexual na Base Comum Curricular, para que desde cedo esses adolescentes tenham essas informações. Dessa maneira, o país terá menos casos como o da série.