Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 29/04/2021
De acordo com o Ministério da Saúde o número de nascidos filhos de mães entre 10 e 19 anos foi de 574000 no ano de 2015, esse grande número comprova a ineficiência das ações governamentais para a redução da gravidez precoce. Atualmente os maiores índices de gravidez estão na periferia onde há precariedade no sistema de saúde pública e sobretudo a baixa ambição dos jovens, que ofusca os impactos de um bebê no futuro.
Em primeira análise temos a precariedade no sistema de saúde das periferias, o SUS (Sistema Único de Saúde) disponibiliza nove meios contraceptivos, entretanto o acesso a esses meios é raro, muitas vezes eles nem chegam aos postos de saúde dessas regiões. No documentário “Meninas”, que apresenta a realidade de jovens da Rocinha que estavam grávidas, uma delas relata que ia ao hospital buscar preservativos e muitas vezes não encontrava.
Em segunda análise temos a falta de ambição e de expectativa de futuro dessas jovens. Pesquisas apontam que a maioria das meninas que ficam grávidas na adolescência têm acesso a informação, no entanto não se protegem devidamente. Isso pode estar relacionado ao fato de muitas dessas jovens não visarem uma melhor condição de vida, muitas se acomodam com a evasão escolar e não se interessam por uma graduação, isso impede que vejam com clareza o impacto de um bebê em seu futuro.
Em conclusão a precariedade do sistema de saúde impede o êxito de algumas ações, portanto cabe ao Governo enviar uma maior quantidade de contraceptivos aos lugares de maior necessidade, por meio de um mapeamento das localidades de maiores índices de gravidez, como resultado haveria a baixa dos índices. Por conseguinte a ação afetaria também as taxas de evação escolar e as taxas de infecções sexualmente transmissíveis.
Fazer com que os jovens usem os contraceptivos é fundamental, para isso cabe as escolas despertarem neles uma ambição, por meio de palestras educacionais e a apresentação de um futuro promissor. Ocasionando assim a clareza das consequências da gravidez precose.