Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/05/2021

Atualmente, mesmo que, no Brasil, os casos de natalidade adolescente estejam caindo, há ainda muito a se preocupar em relação à gravidez na adolescência. Tal adversidade é prejudicial tanto para a mãe, quanto para o bebê, visto que, em muitos casos, a mãe abandona os estudos devido à gravidez, fato que afeta em seu futuro. Além disso, uma gravidez indesejada pode, futuramente, causar traumas à criança, em razão da opressão causada a ela.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma média feita mostra que, de cada cinco bebês que nascem, pelo menos um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. Tal realidade ajuda a reforçar a importância de conscientizar e informar as necessidades de se combater a gravidez precoce.

No mesmo sentido, de acordo com especialistas, uma das maiores causas para o embaraço de menores é a falta da educação sexual, sendo, o Brasil, uma nação que detém mais do que a metade da média mundial de filhos adolescentes. Desse modo, fica evidente que grande parte do país não dispõe de tal aprendizagem.

Ademais, as mães adolescentes, sem nenhum tipo de planejamento nem apoio familiar, possuem diversos problemas na vida da gestante e perpetuam um ciclo de pobreza, assim como exclusão social. Dados revelam que adolescentes pobres têm cinco vezes mais risco de engravidar que as mais ricas. Dessa forma, tendo filhos, dificilmente elas conseguirão conciliar os estudos, entrar no mercado de trabalho e serem financeiramente independentes.

Nesse cenário, cabe ao governo brasileiro promover campanhas que conscientizem os menores sobre tal tema. É preciso que os pais também falem e permitam que seus filhos aprendam, também na escola, sobre o convívio de respeito entre meninos e meninas, bem como a proteção necessária nas atividades sexuais, como os métodos contraceptivos, para que assim evite uma gestação precoce, assim como a transmissão de doenças.