Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/05/2021

Na obra Pré-Modernista “Triste Fim de Policarpo Quaresma”, do escritor Lima Barreto, o Major Quaresma, admirador das riquezas oriundas do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Entretanto, ao observar as ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência, percebe-se que esses obstáculos ainda não foram superados, já que a negligência do governo e a má formação educacional potencializam esse entrave.

Sob esse viés, deve-se ressaltar a passividade do governo com medidas suficientemente efetivas para consolidar a redução da gravidez na juvenilidade no Brasil hodierno. Embora a elaboração da Constituição Federal seja baseada no sonho de bem-estar social para todos os indivíduos, incluindo o direito à isonomia, isso não ocorre de forma efetiva. Nesse sentido, o capitalismo exacerbado, a má distribuição de renda, principalmente em áreas periféricas, bem como a carência de programas de assistência à jovens que visem beneficiar seu avanço pessoal e a profissionalização para uma vida futura, comprovam a média de que cerca de 20% das  gestações no país, são de jovens entre 15 e 19 anos, segundo dados do IBGE. Logo, percebe-se que essa inaceitável questão de vulnerabilidade do Estado configura não só como um irrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e, portanto, deve ser modificada em todo território.

Ademais, é fundamental pontuar a má formação socioeducacional como um dos complicadores para a diminuição da gravidez na adolescência. Nessa perspectiva, é notória a escassez de medidas efetivas por parte das autoridades competentes, como o Ministério da Educação, para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante o pensamento de Nelson Mandela de que a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no país, à medida que os investimentos destinados à educação como a orientação pedagógica e palestras sobre as consequências não só da gravidez mas, também, à respeito da sexualidade em âmbitos escolares, só decrescem. Desse modo, as instituições devem agir com urgência para formar cidadãos esclarecidos.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar essa situação. Para isso, o Governo, instiuição promotora do bem-estar social, deve apresentar mecanismos para firmar a redução da gravidez na adolescência, por meio de investimentos em programas sociais de lazer e profissionalização, sobretudo em áreas carentes, com a finalidade de garantir oportunidade de desenvolvimento pessoal e isonomia. Outrossim, o governo aprimorar na contratação de profissionais qualificados nas escolas para tratar sobre a problemática. Assim, tornar-se-á possível, o Brasil alcançar o patamar de nação desenvolvida, como propôs o Major Quaresma.