Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/05/2021

Na música “Girl from Rio” (Garota do Rio) da cantora brasileira Anitta, é abordado o tema da gravidez na adolescência no seguinte verso: “bebês tendo bebês como se isso não importasse”. Analogamente, diversas adolescentes engravidam precocemente, prejudicando sua adolescência, e não recebem a devida atenção por parte do Governo. Tal problemática é fruto do desconhecimento dos jovens acerca do assunto e é responsável pela evasão escolar. Dessa forma, faz-se necessária a adoção de ações governamentais a fim de reduzir a gravidez na adolescência.

Esse quadro é ocasionado notadamente pela desinformação sobre a vida sexual e os métodos contraceptivos, especialmente por parte de jovens oriundos de classes menos favorecidas socialmente. Tal cenário pode ser visto, de fato, na reportagem “Mães que brincam de boneca” feita pelo Conexão Repórter, no qual diversas crianças e adolescentes, entre 12 e 15 anos, relatam que o principal motivo pela gravidez foi o desconhecimento. Essa desinformação é provocada pela negligência tanto dos pais quanto das escolas, mecanismos de socialização e de aprendizado, uma vez que ambos evitam discutir abertamente esse assunto, ainda considerado um tabu na sociedade. A partir disso, percebe-se a tomada de comportamentos sexuais irresponsáveis por parte de meninas e meninos.

De acordo com o site de notícias G1, no Brasil, meninas grávidas na adolescência têm até três vezes mais chances de abandonar a escola antes de completarem o ciclo educacional. Esses altos índices de evasão escolar são provocados pela sobrecarga de trabalho representada por uma criança, durante e após a gravidez. Tais mães geralmente não encontram nenhum apoio e são obrigadas a lidar sozinhas com a gravidez e os cuidados com seus futuros filhos, atividades que despendem muito tempo, além de esforço físico e emocional. Assim, seus desempenhos escolares caem e ocorre o aumento da evasão escolar.

Portanto, a fim de informar os jovens e prevenir a gravidez, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, promova discussões de educação sexual nas escolas, abordando temas como métodos anticoncepcionais e as graves consequências da gravidez na adolescência. Tal ação será realizada por meio da participação de profissionais da saúde e será direcionada especificamente para alunos do ensino fundamental 2 e do ensino médio, período em que os jovens geralmente iniciam suas vidas sexuais. Concomitantemente, o Governo deve fornecer todo o auxílio necessário às mães adolescentes e seus filhos, mediante o aumento de vagas em creches, para que elas possam prosseguir seus estudos.