Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 30/06/2021
“Eu pegava preservativo no hospital porque é livre, mas não tinha sempre algumas vezes nós não usavamos”, essas são as palavras da Luana, uma das meninas que participaram do documentário “Gravidez na Adolescência”. É perceptivel um padrão encontrado nelas: moram em periferías e a maioria não apresenta uma relação boa com a mãe e/ou tem o pai ausênte. Portanto, tal situação pode ser vinculada a uma dificuldade de acesso aos métodos contraceptivos e com as relações sem acompanhamento e informações necessárias.
A adolescência é um período em que ocorrem as transformações no corpo e muitos hormônios são produzidos. Dessa forma, os adolescentes descobrem novas vontades e experiências. Infelizmente, tais “necessidades” são colocadas acima da saúde e suas consequências. Sendo assim, quando um jovem não tem condição de comprar preservativo e não encontra alguma forma de aquiri-lo gratuitamente, ele não se importa em fazer o ato sexual sem se “proteger”. Dessa forma, podendo ocasionar em uma gravidez indesejada ou adquirindo uma IST (mudanças sexualmente transmitidas).
O famoso ditado “ninguém nasce sabendo” se encaixa perfeitamente na maioria das ocorrências de gravidez na adolescência, na qual os juvenis não sabem como poderiam ter evitado a gestação ou não conhecem os riscos que a ela traz a saúde. Quando questionados sobre conversas a respeito da vida sexual, os pais, na maioria das vezes, assumem que debates com conteúdo relacionado a sexo são inexistentes entre eles e seus filhos. Portanto, quando a curiosidade é causada nos jovens, eles tendem a se relacionar sem informar seus responsáveis, por motivos de medo de suas reações e até sentir vergonha, em virtude de nunca terem tido qualquer aconselhamento de seus pais ou mães.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a gravidez ocorrida na juventude. Isso deve ser feito por meio da criação de novos locais de distribuição gratuita de preservativos realizados pelo Ministério da Saúde, por exemplo, em escolas. O Minitério da Educação deve realizar reuniões escolares aconselhando os reponsáveis a acompanharem e instruirem seus filhos, dessa forma, eles se sentiriam mais seguros para relatarem situações para seus pais e entenderem quais atitudes devem realizar para evitar uma gravidez e infecções.