Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/07/2021
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos dez anos o número de gestações em adolescentes diminuiu consideravelmente. Contudo, a cada cinco bebês nascidos, um ainda tem a mãe com idade entre 15 a 19 anos. Desse modo, é notório uma grande falha na educação sexual somado à ilegalidade do aborto no Brasil.
É de suma importância a presença das escolas para a orientação dos alunos a respeito da sexualidade, bem como a permissão e participação dos pais na educação sexual de seus filhos, para que eles aprendam, principalmente, sobre os métodos contraceptivos, que não evitam somente uma gravidez indesejada, mas também, previnem as DST (doenças sexualmente transmissíveis). Logo, o conhecimento não incita os jovens a terem experiências sexuais, pelo contrário, é a maneira mais eficaz de conscientizá-los.
Embora exista várias opções de anticoncepcionais com distribuição gratuita, se desconhece um com 100% de eficácia. Assim sendo, a legalização do aborto seria a melhor forma para evitar uma gestação rejeitada, sobretudo em adolescentes, uma vez que, apresentam maiores riscos na gravidez. Além disso, muitas deixam os estudos, já que, na maioria das vezes não possuem rede de apoio e não conseguem conciliar a escola com a criação de um filho, perpetuando assim, um ciclo de pobreza e exclusão social dificilmente quebrado.
Portanto, é dever do Governo Federal em parceria com o Ministério da Saúde e Ministério da Educação, legalizar a interrupção das gestações indesejadas e investir em conhecimento sexual em escolas, respectivamente, por meio de campanhas e palestras de conscientização, e distribuição regular de métodos contraceptivos em todos os postos de saúde, com efeito de evitar o aumento do número de jovens grávidas cada vez mais cedo, tal como, a proliferação das DST.