Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 10/10/2021
De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. Nesse âmbito, é notável a importância de ações governamentais para redução da gravidez na adolescência e, em virtude de serem condições pertinentes, medidas são necessárias para mitigar os entraves existentes. Ademais, o descaso governamental e a a falta de mobilização social são agravantes da situação.
Em primeiro plano, é preciso destacar o descaso governamental como óbice nessa problemática. Segundo o filósofo Èmile Durkheim “a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, no qual se um órgão não opera de maneira adequada toda comunidade entra em desequilíbrio e desordem. Nesse aspecto, é notável que as altas taxas de gravidez na adolescência da sociedade atual são agravadas em virtude da falta de projetos governamentais que levem informações e conhecimento a essas adolescentes que estatisticamente são pobres e vivem em situação de vulnerabilidade. Por conseguinte, esse descaso corrobora com as taxas de gravidez precoce que resultam em traumas e abandono dos estudos.
Em segundo plano, a falta de mobilização social é outro agravante da situação. Essa realidade e identificada na elaboração da tese “Subcidadania”, escrita pelo sociólogo Jessé Souza, que denuncia o fato da sociedade tratar com indiferença a situação de vulnerabilidade social vivida pelos mais pobres. Nesse viés, é evidente que a gravidez na adolescência carece de mobilização social, vindas principalmente daqueles que tratam com indiferença essa problemática. Somente assim, a voz da população será ouvida pelo Estado, que deve tomar medidas para combater a gravidez precoce que vem causando grandes problemas na sociedade atual tal como, a evasão escolar de 30% das mães com até 19 anos segundo uma matéria publicada pelo Jornal Nacional.
A fim de solucionar esse impasse, é necessária a mobilização de certos agentes. Portanto, o Ministério da Saúde junto ao Ministério da Educação devem criar projetos nas escolas e em bairros carentes a fim de, levar conhecimento e informações sobre como evitar a gravidez precoce na adolescência através de palestras, vídeos e tira dúvidas com profissionais da saúde. Além disso, deve-se garantir que esses projetos ocorram com frequência para que assim possam surtir efeito na sociedade atual. Só assim, será possível criar uma comunidade livre do desequilíbrio e desordem como disse o filósofo Èmile Durkheim, formando uma sociedade com baixas taxas de gravidez na adolescência com base em conhecimentos dado por ações governamentais.