Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 24/08/2021
Na série médica " Grey’s Anatomy", escrita por Shonda Rhimes, em um episódio protagonizado pela personagem Arizona Robbins, uma adolescente de quartoze anos chega aos hospital com fortes dores abdominais, e somente após se atendida revela estar grávida, pois temia a reação da mãe. Paralelamente a ficção casos como este acontecem no contexto atual brasileiro, a grávidez precoce ainda é a realidade de muitas adoslecente, assim na série é comum adolescentes não recorrerem aos cuidados médicos necesário por medo do julgamento. Dessa forma, a gravidez precoce, causada pelo não uso de contraceptivos por adolescente e a falta de educação sexual nas escolas, têm tido como consequência a interrupção da escolaridade de meninas e prejuizos a saúde física e mental das jovens mães e bebês.
Em primeiro lugar, se faz conhecimento de todos que, a educação e a qualidade de vida são direitos de todos os adoslecentes. É perceptivel, então, que uma gravidez precoce interrompe a educação assegurada pelo Estatuto da Criança e do Adoslecente, o ECA, e traz riscos para a qualidade de vida de jovens meninas que deparam-se com o futuro marcado por impactos financeiros, educacionais e psicológicos gerados pela maternidade prematura. Por isso, evidencia-se a necessidade de lutar pelos direitos humanos básicos dessas meninas inseridas em um contexto de vulnerabilidade física, e em muitos casos, econômica e social.
Em segundo lugar, ressalta-se a importância da educação sexual no ambiente escolar e familiar, tendo em vista que o tabu a respeito da sexualidade, resulta na transmissão de doenças e na gravidez precoce. Dessa forma, nota-se que a educação de meninas adolescente quanto aos métodos contraceptivos e o acolhimento familiar podem sanar dúvidas. Não somente a respeito da sexualidade, a educação em todas as suas vertentes possibilita a capacitação dessas jovens meninas para o seu futuro, entregando à elas a realização profissional e pessoal posteriomente. Nesse panorama, confirma-se a fala da ativista feminista Malala Yousafzai " A educação é o poder das mulheres".
Portando, infere-se que ações gorvenamentais devem ser tomadas para que se reduza a incidência da maternidade prematura. Para tanto, cabe ao Estado juntamente com o Ministério da educação promever a educação sexual no ambiente escolar, por meio de palestras que informativas para os responsáveis legais, dissipando os mitos quanto a temática, e através de aulas de sáude sexual na grade curricular dos alunos do ensino fundamental e médio. Outrossim, também se faz importante a destribuição de contraceptivos aos jovens, e a conscientização quanto os riscos causados pelo não uso dos mesmos. Somente, assim, o problema da gravidez precoce poderá ser resolvido.