Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/11/2021

Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, hodiernamente, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que, apesar da redução da quantidade de adolescentes grávidas, esse número ainda é considerado alto. Nesse contexto, uma educação eficiente, além de maiores informações sobre o assunto são as principais ações necessárias dos administradores públicos.

Diante disso, é importante destacar que a escola possui um papel fundamental na redução do número de gestações precoces. Todavia, o elevado número de jovens grávidas - cerca de 500 mil anualmente, consoante o Sistema de Informações Sobre Nascidos Vivos ( SINASC) - é fruto de uma instrução que não trata da importância de dialogar sobre o assunto, visto que, segundo o filósofo Platão, as injustiças são resultado de uma educação deficitária. Nessa perspectiva, o Ministério da Educação -MEC- é falho ao não promover medidas que reduzam a fetação na juventude, como a ausência de disciplinas que tratem sobre o tema. Por conseguinte, conforme o SINASC, aproximadamente 20% dos brasileiros nascidos em cada ano, são filhos de meninas com menos de 19 anos. Logo, verifica-se a necessidade de, por meio de uma orientação, reverter esse cenário.

De modo complementar, a desinformação das adolescentes sobre a temática é mais um empecilho para o progresso. Sob esse viés, concordante com teóricos do determinismo geográfico, como Ratzel, o homem é produto do meio, sendo fruto do que o ambiente ao redor possui para ofertá-lo. Assim sendo, o desconhecimento das adolescente a respeito  das consequências negativas da gestação naquela idade, por exemplo o abandono dos estudos e posterior dificuldade para o ingresso no mercado de trabalho se frutifica na continuidade desse panorama perverso, ou seja, a falta de conhecimento impede que as pessoas reconheçam a existência do problema e o impeçam. Dessa forma, enquanto a sociedade proporcionar a pouca de informação, o resultado será de jovens com sua perspectiva abalada.

Em síntese, nota-se que medidas precisam ser levantas na instrução e na informação. Destarte, o MEC deve, por meio da criação de uma disciplina, orientar corretamente sobre os cuidados necessários no momento da relação sexual, a matéria tem de começar a ser ministrada desde o primeiro ano do ensino médio e perdurar até o terceiro. Por fim,  o ato tem por finalidade de que a quantidade de adolescentes grávidas possar diminuir. Ademais, o MEC carece, por intemédio da mídia, divulgar os prejuízos na vida de uma moça nova que a gravidez traz. Em suma, o ato é tomado com o intuito de tornar a juventude mais consciente.