Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 05/12/2021

Segundo dados do IBGE, de cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos de idade. A taxa de filhos de mães adolescentes no Brasil é maior que a média mundial. Adolescentes que engravidam têm alto risco de uma série de danos, e as mulheres mais pobres são as mais atingidas. Os índices de gravidez na adolescência no Brasil servem para nos lembrar de que ainda temos muitas dificuldades a enfrentar nessa área. Nesse contexto, pode-se observar ser mãe adolescente, sem nenhum tipo de planejamento nem apoio familiar, ocasiona diversos problemas na vida da gestante. Assim não há duvidas que a falta educação sexual nas escolas contribui para esse cenário, no entando, percebe-se um ciclo de pobreza e exclusão social difícil de ser quebrado.

A partir desse ponto, é importante compreender que a falta educação sexual nas escolas contribui com que mais jovens engravidem, uma vez que o fato não terem ensinamentos sobre o assunto, leva a prática de atos sexuais de maneira inadequada, com isso, dando espaço para uma geração com responsabilidades que não condizem com sua idade e muitas vezes não correspondem com sua renda, pois a maior parte de grávidas jovens são de uma classe inferior. Nessa perpectiva o que acontece na vida social é reflexo do que foi aprendido no ambiente escolar, se essa instituição estiver pouco estruturada, haverá um aumento dos casos de gravidez precoce. Logo, não se pode negar que o a introdução de aulas de educação sexual é extremamente necessária.

Nessa discussão, outra questão relevante é o ciclo de pobreza e exclusão social difícil de ser quebrado, em virtude de que com filhos, dificilmente elas conseguirão conciliar os estudos, entrar no mercado de trabalho e ter independência financeira. Álem disso, muitas atrasam o pré-natal porque não se sentem preparadas para contar para a família que estão grávidas. Dessa maneira, a janela para identificar e resolver algum problema de saúde potencialmente grave fica limitada, o que aumenta ainda mais o risco de instabilidade dali em diante.

Diante desse cenário, portanto, confirma-se que são necessárias ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação implementar aulas de educação sexual nas escolas, afim de ensinar os jovens a se previnirem. Ademais, é papel do Governo Federal promover a oportunidade de ter uma vida digna a essas jovens, atraves de iniciativas como um auxilio financeiro exclusivo para jovens de até 19 anos durante os 9 meses de gravidez e os primeios anos do bebê, afim de garantir uma melhor condição de vida a essas mães e crianças. Com esse enpenho, espera-se amenizar os problemas causados pela gravidez na adolescencia