Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/11/2021

Duzentos jovens de 16 a 18 anos encontram-se sozinhos em sua cidade, alarmados com o recém desaparecimento de todos os adultos. Sobretudo Beca, uma menina de 16 anos que descobre estar grávida. Agora: deve pensar em seu bebê em meio ao caos. Mesmo essa sendo a trama da série “The Society”, de 2018, não há dúvidas da realidade do problema da gravidez na adolescência, pois, assim como Beca, meninas que engravidam na adolescência, são forçadas a lidar com as responsabilidades de ser mãe em concomitância com os dilemas emocionais dessa fase da vida. Diante desse cenário, é determinante analisar como a falta da educação sexual agravam a problemática, bem como compreender os impactos da gravidez precoce na sociedade brasileira.

Em face dessa declaração inicial, vale ressaltar que a educação sexual, ensina questões relacionadas ao sexo, preparando adolescentes para a vida sexual de forma segura, diminuindo situações indesejadas, como uma gravidez precoce. Entretanto, tal assunto ainda é considerado tabu no Brasil, com muitos acreditando que a educação sexual pretende ensinar a fazer sexo ao invés de sua real função. Sendo assim, poucas escolas oferecem tal ensino, o que gera uma grande quantia de jovens que não tem informações suficientes acerca da prática do sexo seguro, tal fato sendo evidente pelas crescentes ocorrências de gestações precoce. Ao mesmo tempo, as instituições supracitadas devem ser auxiliadas pelo núcleo familiar, que, ao estigmatizar tal assunto promove um desserviço social. Isso posto, é necessário reverter essa ocorrência.

Ademais, a questão revela-se como mais complexa ao assumir contornos psicossociais. Nesse viés, o filósofo Rousseau afirma que o homem é produto do meio em que vive. Dessa forma, se uma mulher se torna mãe durante adolescência, período de desenvolvimento pessoal e de formação escolar, é fato que esse processo será interrompido. Tal cenário torna-se mais preocupante ao considerar que a maternidade precoce é responsável por grande parte da evasão escolar. Com isso, essas jovens encontraram dificuldades ao se inserirem no mercado de trabalho, assim apresentando consequências socioeconômicas para a sociedade. Portanto, urgem medidas para solucionar o acaso.

Diante disso, são necessárias ações que busquem minimizar esse quadro. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação, com as escolas, a tarefa de orientar jovens sobre o sexo seguro, por meio da inserção de uma matéria especializada em educação sexual no currículo brasileiro, visando sua conscientização acerca do sexo seguro. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde a criação de campanhas públicas nas redes sociais, visando informar a população sobre os riscos da gravidez precoce e divulgando métodos contraceptivos. Implementadas essas ações, espera-se amenizar a problemática.