Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 16/11/2021

Segundo Èmile Durkheim, “o homem, mais do que formador da sociedade, é um produto dela”. Nessa lógica, observa-se que, ao se discutir a gravidez precoce e como fazer para adolescentes não terem filhos tão cedo e, com isso, traçarem um caminho que não as afaste da escola e de uma vida profissional com expectativas melhores, compreende-se que a falta de escolaridade das jovens de baixa renda e os ideais de alguns homens a respeito do assunto contribuem para esse fato. A partir dessa percepção cabe tecer uma análise sobre porque alguns homens ao pensar de certa maneira acabam influenciando nos cuidados que a adolescente deveria ter, levando-as à gravidez.

Com o propósito de diminuir os números de gravidez precoce, é importante, inicialmente, compreender que a maioria das adolescentes que se enquadram nessa situação não tem escolaridade mínima e normalmente são de baixa renda. Cabe, entretanto, um olhar mais crítico sobre esse fato, justamente, porque como não tem escolaridade, as jovens desconhecem os cuidados mínimos necessários, confiam nos parceiros, que muitas vezes não querem deixá-las frequentar um médico, para que possam se prevenir de forma segura e não ter uma gravidez indesejada. Em vista disso, não há dúvidas de que o pensamento machista da sociedade e a falta de escolaridade das pessoas de baixa renda influencia na gravidez precoce.

Por todas essas razões, é determinante depreender que para a jovem formar uma vida profissional e ter uma expectativa melhor de vida, ela deve ter um conhecimento básico sobre os riscos de uma gravidez na adolescência e saber de que é necessário ir ao médico e tomar os cuidados mesmo que, os parceiros sejam contra por causa de ciúmes ou ideias machistas de que a mulher deve respeitá-los. É lamentável, contudo, que não haja em vigor medidas que estejam sendo eficazes para solucionar os problemas da gravidez na adolescência.

Há, nessa discussão, um caminho que precisa ser reconstruído. Ou seja, a fim de promover mudanças nesse cenário, torna-se urgente que o governo estabeleça como meta que o conhecimento dos perigos de uma gravidez precoce chegue para todas as adolescentes independente da classe social, assim elas serão informadas dos problemas físicos, psicológicos e socioeconômicos, além de problemas para o bebe, que essa situação pode gerar. Além disso, é preciso a manutenção dos hospitais públicos e escolas publicas existentes, para a mulher poder se sentir segura nos hospitais e frequentar a escola, recebendo o conhecimento necessário.