Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 26/11/2021

O homem é o futuro do homem, como o poeta Francis Ponge disse sobre o destino da humanidade. Nesta ideia, o autor fala sobre como a construção da sociedade foi idealizada e perpetuada pelo agrupamento social. Visando esse conceito, cabe analisar os problemas da maternidade precoce. Diante do exposto, é possível pontuar que a educação ineficiente envolta do assunto, como também as lacunas sociais, são impulsionadores do problema e prejudicam o avanço social.

Primeiramente, cabe pontuar que a educação sexual é extremamente condenada no Brasil. O filosofo Kant, fala que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Seguindo esta ideia, censurar a educação sexual é contraditório, ja que sem o conhecimento é impossível conscientizar os jovens a se prevenirem. Ainda neste ponto, é importante ressaltar a opção das famílias brasileiras de trabalhar este assunto em casa, o que se torna algo negativo, uma vez que, normalmente os pais não têm preparo profissional para ensinar os filhos de forma adequada sobre os cuidados sexuais, podendo repassar informações erradas. Além disso, é de conhecimento que em sua maioria as famílias optam por não abordar sobre, ou quando feito, colocam caráter discriminador e ameaçador, fazendo com que os jovens se fechem em relação as suas vidas sexuais e torne o contexto propicio para a gravidez indesejada.

Faz-se mister, ainda, salientar que o perfil das meninas que engravidam no período da adolescência, normalmente é composto por jovens pretas e de periferia. Nesta realidade, é sabido que cerca de 400mil crianças nascem de mães adolescentes, sendo mais de 87% de meninas de periferia, como é dito no relatório da Organização Pan-americana da Saúde. Neste contexto ainda, é notório que globalmente as taxas de morte materna chegam a se duplicar entre as mães jovens de periferia, isso porque a saúde pública ainda é uma questão a ser trabalhada no país e um ponto importante para a reversão desse cenário. Neste cenário, é necessário ressaltar a instabilidade e vulnerabilidade que as mães adolescentes e os filhos apresentam-se, considerando o histórico de mães solteiras que passam de 11 milhões, de acordo com o IBGE e o cenário inflacionário que o Brasil se encontra atualmente.        Portanto, é indubitável a necessidade de resolver os desafios encontrados. Sendo assim, cabe ao governo federal instalar programas de educação sexual nas escolas públicas do país, visando conscientizar os adolescentes acerca das consequências e doenças de ter relações sexuais sem os cuidados necessários. Além disso, cabe ao legislativo promover a elaboração de uma lei que especifique a aplicação de aulas mensais relacionadas ao assunto, como também a obrigatoriedade de oferecer amparo profissional para os jovens e pais que procurarem em qualquer escola. Com estas medidas, se espera que a gravidez indesejada na adolescência seja solucionado.