Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 03/04/2022
No Brasil, hodiernamente, foram mais de quinhentas mil crianças nascidas de mães entre 10 e 18 anos. Mundialmente, uma a cada cinco mulheres será genitora antes de terminar a juventude. Esses dados são do Relatório “Maternidade Precoce” elaborado pela Organização das Nações Unidas. Sob esta ótica, são inegáveis as mazelas das ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Por isso, cabe analisar as gêneses e os impactos dessa problemática.
Nesse sentido, na película “Preciosa” uma mãe de 16 anos, que apenas vive, ou melhor, sobrevive de sonhos em um bairro de Nova Iorque predominantemente habitado por negros e é abusada sexualmente pelo pai. Nacionalmente, isso não é diferente, pois a falta de educação sexual e o tratamento do sexo como um tabu possibilita que essa realidade seja uma constante. Esse contexto pode ser explicado, em parte, devido ao processo de cristianização radical, que trata a virgindade como pureza, e pelo descaso governamental com a diminuição da gravidez juvenil. Com efeito, essa conjuntura urge ser revertida.
Ademais, no Filme “Juno” uma jovem engravida acidentalmente e após descartar o aborto, passou a procurar um casal a quem pudesse entregar a criança, já que não apresentava condições de cria-la. Fora da ficção, o resultado da ineficácia estatal em moderar os casos de gravidez na mocidade pode ser constatado nos índices de evasão escolar nessa faixa etária, mormente nos casos femininos. Nesse viés, esse abandono faz com que ela não consiga uma boa colocação no mercado de trabalho futuramente. Então, cria-se um círculo vicioso de pobreza e de exclusão social baseada, também, no preconceito contra essas jovens. Logo, é mister prover ajuda a essas mães prematuras.
Destarte, faz-se necessário esclarecer e combater as indiligências de atos do governo brasileiro acerca da gravidez na adolescência. Para isso, os canais, sobretudo abertos, devem conscientizar a sociedade a esse respeito, por meio da transmissão de telenovelas com tendências engajadoras nessa causa. Paralelamente, os Ministérios da Educação e do Trabalho devem promover a reinserção educacional dessas jovens mães, mediante cursos profissionalizantes. Com isso, estatísticas desoladoras não serão mais a realidade das jovens no Brasil.