Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/05/2022

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma gravidez indesejada na adolescência traz muitos problemas a nível social e biológico não só para a mãe, como muito possivelmente também refletirá no recém nascido. Esta fase da vida está caracterizada por conturbações emocionais, psicológicas, hormonais etc, as quais contribuem para sentimentos de inadequação, medos diversos, autoestima baixa, ou seja, mudanças diversas que requerem uma estrutura familiar, financeira social e de ensino equilibrada, bem como boas condições onde muitas vezes não existe.

Em muitos países, as ações governamentais estão baseadas no aborto, segundo o consentimento da mãe. Porém, no Brasil, este é um ato considerado como crime, sendo permitido apenas em caso de estupro ou risco de vida da mãe ou ainda da má formação do feto, caso contrário, não há permissão legal para que isso ocorra. Diante desta situação, muitas mães adolescentes se submetem à prática de abortos clandestinos, levando-as à morte por complicações.

Em vista da proibição da prática de aborto em nosso país, as ações governamentais estão baseadas em programas de assistência às adolescentes gestantes através de benefícios, os quais são considerados muito irrisórios diante da real necessidade da mãe e de seu bebê. É reconfortante a ideia de que existem muitas ONG’s que auxiliam essas mães através de alimentos, roupas e orientação para se readaptarem a uma nova vida.

As ações governamentais deveriam estar mais empenhadas nestes assuntos tão urgentes das adolescentes com necessidades, voltando-se para essa problemática através de um acompanhamento completo nas áreas do atendimento psicológico, financeiro, com toda estrutura de pré-natal até o parto providenciada dentro de um programa sério, realizado com rigor por assistentes sociais competentes.