Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/05/2022
No Brasil, são diversos os casos de mulheres que engravidam ainda na adolescência, causando muitos malefícios, principalmente no ponto de vista social, já que muitas vezes essas adolescentes abandonam a escola por conta da gravidez e têm dificuldade de se inserir no mercado de trabalho. Visando tais pontos, o governo se ve obrigado a tomar medidas que diminuam o número de casos.
Em 2019, segundo dados do IBGE, a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos, cinqueta e nove se tornaram mães. Esses dados relevam uma alta taxa de gravidez na adolescência, caracterizada pela gravidez de meninas entre 10 e 20 anos, principalmente entre mulheres de classe baixa, fazendo com que o Brasil se torne o oitavo país com maior índice de gravidez nessa faixa etária. Nesse aspecto, é importante falar que tal acontecimento faz com que, como dito anteriormente, muitas adolescentes se veêm obrigadas a abandonarem as escolas para conseguirem continuar a gravidez e isso as prejudica futuramente na busca de um emprego para sustentar o filho tornando-se necessário o auxílio do governo, tanto para amparar as mães quanto para solucionar tal problema.
Por outro lado, vale ressaltar que mesmo com um índice tão elevado, de acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o país apresentou uma queda de 37,2% no número de adolescentes grávidas entre os anos de 2000 e 2019. Tal queda foi causada em razão de algumas ações que o governo prestou ao longo dos anos como o aumento da educação sexual para crianças e jovens, a distribuição de preservativos de forma gratuita, a criação de campanhas que falam sobre as doenças sexualmente transmissíveis e sobre violência sexual. Entretanto, o número de gravidez índice de gravidez no Brasil ainda é alto e precisa ser diminuído.
Dado o exposto, é necessário que o governo federal tome medidas mais severas do que as já tomadas para reduzir o número de gravidez na adolescencia como o aumento na distribuicão de preservativos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a obrigatoriedade da educação sexual para jovens e crianças nas escolas e o aumento do número de campanhas televisionarias ou nas redes sociais contra a violência sexual, para que as meninas denunciem e cuidem de sua saúde intima.