Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/05/2022
A gravidez na adolescência se tornou comum, sendo um tema abordado nas mídias e em obras cinematográficas. Na série “Euphoria”, a personagem Cassie engravida no ápice de sua juventude e, com receio de não realizar seus sonhos, interrompe a gestação com o apoio de sua mãe. A situação é comum, porém o suporte que a personagem obteve, não é a realidade de muitas jovens no Brasil, onde tal assunto é tratado com preconceito e é visto como “tabu”.
É importante destacar que tal cenário é constante em regiões mais pobres, onde existe um baixíssimo nível de escolaridade, sendo, portanto, os locais com mais casos de gravidez precoce, estando ciente de que seus principais motivos são a falta de educação sexual, em casa e na escola, que ocasiona ao uso incorreto dos métodos contraceptivos. Ou seja, a desinformação causada pela falta de comunicação com as jovens, fazem com que tal situação seja frequente.
Por serem adolescentes, seus corpos não estão 100% preparados para gerar uma vida, causando mortes nas mães e nos fetos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de gestação na adolescência no Brasil é alta, com 400 mil casos por ano, e pesquisas do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) mostram que as taxas de morbimortalidade são elevadas e chegam a 70 mil mortes de adolescentes por problemas na gravidez ou no parto. Fatos, estes, que poderiam sofrer alterações se nas escolas fossem exigidos aulas de orientação sexual para as alunas.
Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, junto do Ministério da Educação, e com o Ministério da Criança e do Adolescente, realizarem projetos e palestras em escolas e nas mídias sociais informando sobre proteção sexual e metódos contraceptivos com o intuito de desenvolver uma responsabilidade sexual nos jovens, conscientizando como evitar a gravidez e também doenças sexualmente transmitíveis.