Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/05/2022

Na série norte-americana “Sex Education”, é mostrada a relevância da discussão sobre a sexualidade e gravidez, sobretudo na adolescência. Nesse contexto, a protagonista adolescente, Maeve, realiza um aborto em uma clínica clandestina devido ao pensamento retrógrado do seu pai que a expulsou de casa. Analogamente, fora da ficção, tem-se a gravidez na adolescência como reflexo de um país não desenvolvido, consequência da falta de debate sobre o tema tanto na escola quanto em casa. Logo, medidas sociais e governamentais são necessárias para mitigação do impasse.

Assim, levando em consideração o psicanalista Freud, em sua obra “Totem e tabu”, o mesmo afirma que temas sobre os quais a nação tem dificuldade de discutir tornam-se preconceitos na sociedade. Nesse sentido, pode-se pensar na gravidez precoce, visto que é um assunto pouco comentado em instituições de ensino, levado como tabu por falta de educação sexual nas escolas. Portanto, mães jovens sofrem com dilemas éticos e econômicos impostos pela sociedade moderna.

Contudo, a teoria reformista dada por Karl Marx em resposta à teoria neomalthusiana na década de 60, tem como princípio a própria miséria sendo responsável pelo crescimento populacional. Análoga a realidade atual, quanto maior for a desigualdade social, mais presente estará a gravidez na adolescência. De acordo com os dados do IBGE , as maiores taxas estão entre jovens de 10 a 19 anos mais pobres e com menor escolaridade.

Em suma, para conseguir reduzir os casos de gravidez na adolescência , é necessário que o Ministério da educação, por meio dos veículos midiáticos, elaborem programas e campanhas socioeducativas com a promoção de palestras sobre educação sexual e disponibilidade de profissionais da área, como psicólogos e sexólogos, para todo o corpo estudantil. Quanto maior o nível cultural de uma família, menor a taxa de fecundidade. Assim, o melhor método anticoncepcional é o investimento em educação. Somente assim, a realidade brasileira distanciar-se-á da retratada na ficção de “Sex Education”.