Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/06/2022
A gravidez na adolescência é um problema que, há muito, aflige o Brasil, sendo assim, passou por diversas gestões e não sofreu uma redução significativa. Esse fato decorre, principalmente, da falta de ações governamentais no que tange a esfera educacional, pois, assim como dito por Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Com isso em mente, surge a necessidade da democratização do acesso à educação e da conscientização acerca da importância da educação sexual.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o índice de gravidez na adolescência diminui conforme a escolaridade dos jovens aumenta. Isso se dá pela falta de acesso à informação e pelo desconhecimento dos métodos contraceptivos, bem como, do funcionamento do ciclo menstrual, parte essencial da fisiologia feminina. Isso leva a um aumento dos números de gravidez precoce nas classes mais pobres e condena a vida desses adolescentes, sobretudo, da mulher, tendo em vista que, em grande parte dos casos a gestante abandona a escola e, posteriormente, tem dificuldade de ingressar no mercado de trabalho.
Em segunda análise, é válido abordar o papel do Estado em conscientizar a população sobre a importância da educação sexual. Esse tipo de campanha se torna necessária devido ao pensamento conservador estar enraizado na sociedade brasileira, o que torna a discussão desse tema um tabu. Sendo assim, muito se confunde acerca do que é a educação sexual, havendo uma concepção errada, de que se trata de um incentivo a prática, quando na realidade, serve como prevenção tanto contra a gravidez na adolescência, quanto contra as doenças sexualmente transmissíveis.
Portanto, para lidar com esse problema, é necessário que a população obtenha conhecimento acerca da educação sexual. Sendo assim, o Ministério da Educação, órgão que elabora políticas públicas no que toca a esfera educacional, deve criar campanhas de conscientização que, expliquem os métodos contraceptivos, bem como o ciclo menstrual, por meio de divulgações em redes sociais, a fim de atingir o público jovem, visando mitigar os casos de gravidez na adolescência.