Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 13/06/2022

“Estamos construindo um plano nacional de prevenção do sexo precoce." É a fala dita pela ministra da Mulher, Damares Alves, a respeito de uma recente ação governamental para a redução da gravidez precoce. Muitos questionam o governo quando o assunto é gravidez prematura, devido a falta de atitudes, mas seriam essas suposições verídicas? Devemos olhar um pouco a fundo o problema em questão primeiro.

Indubitavelmente, a gravidez na adolescência é um grave problema, e mesmo que os índices de tal ocorrência venham decaindo ao passar do tempo, o Brasil ainda se mantém em sétimo lugar na tabela de países com maior número de gravidezes precoces (Venezuela estando em primeiro), sendo 16% do total de nascimentos instâncias de natalidade adolescente, com as mães possuindo faixa etária de 15 a 19 anos (dados da Sinasc). Dos problemas decorrentes destes casos de gravidez na adolescência pode-se citar: Abandono dos estudos (normalmente por parte da mãe), traumas e danos mentais, exclusão social e mortalidade infantil.

Em virtude disso, o governo ocasionalmente lança programas para tentar reduzir e prevenir a gravidez precose, e educar os jovens a respeito disso. O mais recente programa de combate ao sexo precoce foi a campanha Tudo Tem seu Tempo, lançada pela ministra Damares Alves em conjunto com o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Tal campanha faz parte da Semana Nacional de Prevenção à Gravidez Precoce criada por Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil. Mesmo com as ocasionais ações do governo, ainda é pouca a preocupação com o tema, ainda são 65 gestações precoces a cada mil meninas no nosso país segundo dados da UNFPA.

Portanto, o governo junto do Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem criar muitos outros programas de conscientização nas escolas para educar os jovens dos perigos e meios de prevenção da gravidez adolescente. O MS também deve amplificar os centros de ajuda e clínicas especializadas nas gestantes menores de idade. Além do mais, a melhor educação é a que se recebe em casa, portanto os pais devem quebrar o tabu e começar a conversar mais com seus filhos a respeito do sexo e gravidez.