Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 13/06/2022

Na novela brasileira Malhação - Viva a deferença, produzida e exibida pela rede de telivisão Globo, ilustra um cenário de vidas brasileiras e suas diversas realidades, e uma delas acontece com a personagem Keyla que engravida na adolescência e ainda cursando o ensino médio enfrentando dificuldades sociais e pscicológicas. Fora da ficção, esse cenário é bem familiar e frequente no Brasil, a taxa de gestação na adolescência no Brasil é alta, com 400 mil casos por ano. Por isso, urgem medidas governamentais para mitigar essa situação.

Nesse contexto, no Brasil, a taxa de nascimentos de crianças filhas de mães entre 15 e 19 anos é 50% maior do que a média mundial, isso ocorre pela falta de políticas públicas que informem aos jovens sobre a existência e o funcionamento de diferentes métodos contraceptivos, para evitar a gravidez indesejada. Somado a isso,há confusão entre o verbo sexualizar e o substantivo sexualidade. Isso é responsável pela dificuldade das famílias e escolas em discutir sobre o assunto.

Dessa forma, é imprescindível perceber os efeitos dessa situação. Um deles se relaciona aos 574 mil partos de crianças vivas realizados em 2015, os quais as matrizes possuem entre 10 e 19 anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Essa situação se agrava ao considerar que essas mães abandonarão a escola, tanto por não conseguirem conciliar maternidade e os estudos quanto pelo bullying. Isso prejudica a formação dessas jovens, principalmente de classes mais pobres, que, provavelmente, terão dificuldade de se inserir no mercado de trabalho devido a baixa escolaridade.

Portanto, diante do que foi mencionado, é essencial a ação do Estado para solucionar essa problemática. Para tanto, o ideal seria que o Ministério da Saúde crie grupos operativos nos municípios, com foco nas escolas, para instruir os jovens à respeito da educação sexual para evitar a gestação e, também, ensinar a utilizar preservativos, além de distribui-los de forma gratuita e permanente. Ademais, também deve ser fornecido apoio às mães, para que estas tenham seus direitos garantidos e não sofram preconceito pela sociedade.